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A seca paralisa o cruzeiro do Tejo e origina graves perdas

O empresário fala de diminuições de até um milhão de euros no sector turístico de A Raia. A falta de água deixa fundeando em metade do rio o barco que decorre entre Cedillo e {Castelo} {Branco}

 

O cruzeiro fundeando em metade do Tejo. - CEDIDA

Embarcadero da localidade portuguesa de {Lentiscais} a seu passo por riu {Ponsul}, o afluente do Tejo mais importante de Portugal. - CEDIDA

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ
23/10/2019

A rota de Cedillo até {Castelo} {Branco} através do cruzeiro Tejo-Internacional se tem suspendido a consequência da seca, segundo confirma o gerente da empresa Barco do Tejo, Rafael Pintado, que atribui à «falta de comunicação entre os técnicos de ambos países» a situação gerada. Para explicar o sucedido, Pintado se remonta ao Decreto de {Albufeira}, que indica que para que o Tejo tenha vida e caudal ecológico, o Reino de Espanha deve soltar à República Portuguesa 2.300 hectómetros cúbicos anuais. Como o ano hidrológico termina cada 30 de setembro, a Espanha lhe diminuíam 200 hectómetros por soltar para cumprir a sua quota. A água não se pôde tirar de Alcántara dada a escassez de água atual, de maneira que o 9 de setembro a confederação hidrográfica deu ordem/disposição para que se soltasse de Cedillo. Como Cedillo tem 330 hectómetros de capacidade total, o {desembalse} o deixou vazio e o barco não pode navegar.

Nestes momentos, a embarcação encontra-se fundeando em metade do rio porque os cais estão a só/sozinho vários metros sobre/em relação a o nível da água. A solução teria passado por estabelecer cais telemóveis, algo que não se dispôs, com o consequente prejuízo para a empresa. Pintado explica que de setembro a Dezembro do ano passado utilizaram o Tejo-Internacional 9.278 passageiros, com uma faturação de 185.000 euros. Em setembro deste ano já tinham 3.000 passageiros com notas/bilhetes compradas, «mas ao inteirar-nos da noite à amanhã do que estava acontecendo temos tido que devolver o dinheiro».

Rafael Pintado cifra em 10.000 o número de passageiros que vão a perder. O custo por cada turista que realizava esta rota era de 135 euros ao dia; no barco se gastava uma média/meia de 13 a 14 euros, que é o que subida a passagem, mas por volta de da viagem tinha um investimento importante em restaurantes, alojamentos, lagares de azeite, queijarias, pelo que se pode estar falando de umas perdas no sector do turismo de A Raia que alcançaria o milhão de euros.

«Nos dizem que em Novembro a situação poderia estar solucionada, mas não sei donde vão a tirar a água» e insiste em que a colocação de cais telemóveis «nos tivesse permitido seguir/continuar operando».

Lamenta o sucedido porque, segundo assegura, «nos tivessem ficado cruzeiros muito bonitos, já que a seca tem tirado a flutue antigos moinhos do século XII ou os Caminhos de {Sirga}, que mandou construir Felipe II quando se anexou o reino de Portugal a Espanha.

DESDE 2011 / A {botadura} deste barco se realizou em Março de 2011. Dentro do Parque Natural do Tejo Internacional conta com várias rotas que percorrem tanto/golo o rio Tejo como o afluente deste e que pertence ao país vizinho/morador como é o rio {Ponsul}. Estas rotas têm diferentes durações em torno das 2 horas e permitem ao viajante internar-se no coração do parque, algumas delas levam ao país vizinho/morador chegando até à cidade de {Castelo} {Branco} passando pelo município de {Lentiscais}. O passageiro pode usufruir nestes percursos/percorridos da gastronomia, cultura e natureza lusa.

O Barco de Tejo Internacional é a embarcação mais veterana e com maior capacidade de todas, 80 praças/vagas, repartidas em 16 ao ar livre na coberta superior e 64 praças/vagas a coberto na principal. Trata-se de uma embarcação de passagem, para efetuar cruzeiros turísticos em águas interiores. Está dotado com as mais modernas tecnologias tanto/golo em navegação como em segurança como em recursos divulgadores e atua como um verdadeiro centro de interpretação flutuante que agora, infelizmente, está fundeando.