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Los Santos Inocentes

 

MARCELINO CARDALLIAGUET Profesor
15/02/2020

El título de aquella entrañable novela de Miguel Delibes, {versionada} pela magnífico filme de Mario Camússobre a vida rural na Espanha do século XX, tem distorcido a noção de «santos inocentes» que tínhamos os antigos crentes; os que {estudiábamos} a História Sagrada e a maldade de {Herodes}, ordenando matar aos meninos recém-nascidos, para desfazer-se de Jesús, o futuro «{Mesías}».

Hoy, para nós, os «Santos Inocentes» são os milhares de camponeses, abandonados cada um em seu canto, que decidiram fugir do imenso espaço rural, onde são explorados, arruinados, menosprezados e dedicados a {malvender} o produto de seu estreitamente às grandes corporações distribuidoras, que têm em suas mãos as «chaves» do mercado e dos preços.

Atualmente, se entende por santos inocentes aos geniais personagens do inolvidável Delibes, com suas qualidades de submissão, ignorância, pobreza de bens e de espírito, com a aceitação passiva de todos os padecimentos, desprezos e crueldades que os «meninos» - como Iván, o «{marquesito}» - ocasionam aos criados e criados, submetidos às empresas {intermediarias} da economia «neoliberal».

Los «santos inocentes» como {Azarías}, Paco «o Baixo/sob/debaixo de», {Régula}, {Quirce}, Nieves, etc. faz tempo que desapareceram do paisagem social do campo castelhano, andaluz ou extremenho; e parece que cedo desaparecerão também as {grajas} {-} como a «{Milana} Bonita» - as peças de caça e o resto das espécies zoológicas ou botânicas; se se continuam os modos e modas da agricultura atual; aniquilando até aos insetos, as ervas e as estações climáticas, por poluição, tratamentos químicos ou aquecimento global; tudo para obter maiores/ancianidade rendimentos.

Não me {refiero} somente aos centenas de meninos que se afogam no Mediterrâneo por desídia e maldade dos países que lhe rodeiam. Pelo egoísmo {contumaz} dos governos que se negam a acolher-los quando os vêem {-} {desvalidos} e abandonados {-} a mercê das crueis águas do «{Mare} {Nostrum}». Também quero {recordar} a esses outros «santos inocentes» que morrem ao cair em algum dos «poços» ilegais e ocultos que se abrem nas quintas para não sei que fins inconfessos. Aos que ficam abandonados por suas famílias, quando já não podem alimentar-los e protegê-los por causa de a pobreza, da indigência e do fome de seus progenitores. Embora os culpados reais sejam outros: os distantes e anónimos, poderes económicos {-} bíblicos «adoradores do bezerro de Orellana / Orelhana» - que perderam, faz tempo, o sentido da caridade até os {desvalidos}.

Dos meninos que ficam desamparados nos êxodos de emigrantes pobres - «{menas}», acredito/acho que os nomeiam agora as frias estatísticas - ; dos que são utilizados para manter o tráfico de personas, de escravos ou de órgãos, em países e sociedades cuja crueldade já não conhece limites. Dos que são encerrados em {jaulas}, na fronteira mexicana pelos sequazes de Donald {-} que antigamente era um pato muito {ocurrente}, e agora não é mais de um palhaço cruel e desapiedado {-} afastando'ls de os seus pais para evitar que entrem nesse grande inferno de egoísmo, cobiça e {superficialidad} que chamam: USA.

Se calhar fiquem ainda ingénuos que considerem a estes tempos {-} o III Milénio {-} uma época de desenvolvimento, de riqueza e de felicidade da raça humana, quando somente vê em seu ambiente avanços tecnológicos que a imensa maioria da Humanidade nem conhece nem aproveita. Mas, na verdade, se se informa com certa profundidade, somente poderá ver a era histórica de maiores/ancianidade desgraças, catástrofes humanitárias, miséria económica e moral; com a única esperança de ver a tudo o Planeta arrasado pela avareza e ignorância duns poucos.

¡{Protejamos} aos anjos e aos santos inocentes! Pois somente onde tenha anjos terá paraísos.