+
Accede a tu cuenta

 

O accede con tus datos de Usuario El Periódico Extremadura:

Recordarme

Puedes recuperar tu contraseña o registrarte

 
 
 

Rio Tinto, Montesol e Junquillo, os bairros cacerenhos que mais crescem

Na parte contrária, a zona de Santiago, Mejostilla e {Moctezuma} são as que perdem mais habitantes. Os nascimentos seguem/continuam em queda/redução livre, com só/sozinho 739 registados em 2018, a cifra mais baixa em décadas

 

Ciudadanos no centro cacerenho. A população voltou a crescer após dois anos de quedas consecutivas. - ANTONIO MARTÍN

Registro de nascimentos na capital cacerenha. - ANTONIO MARTÍN

LOLA LUCEÑO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
08/04/2019

Cáceres deu o primeiro passo para recuperar-se dos altibaixos que tem experimentado seu recenseamento durante o último lustro, desde que em 2014 perdesse população pela primeira vez em décadas. Os dados do censo a 1 de Janeiro de 2019 registam um promoção de 207 habitantes até alcançar os 96.720, a segunda cifra mais alta da série histórica (após 2016), e o primeiro registo positivo depois de/após dois exercícios negativos (em 2017 se perderam 323 vizinhos/moradores e em 2018 outros 171). Este alta se distribui de forma desigual: enquanto a zona Norte lidera outro ano o crescimento percentual, com 19.339 recenseados (+0,4% anual), o Oeste também sobe até 15.818 (+0,03) e as freguesias alcançam 930 (+4%), mas o Sul baixa até os 21.699 vizinhos/moradores (-3%) e o Centro fica em 38.934 (-2%).

Por bairros, os que mais crescem em 2019 relativamente a 2018 são Serra de São Pedro (Rio Tinto, junto ao povoado mineiro), com mais de meio milhar de habitantes (574) devido a suas novas promoções de habitações, seguido/continuado de Montesol (178) e O Junquillo (122), duas zonas em expansão que seguem/continuam ganhando inquilinos. De facto, Montesol III quer começar a tomar forma neste ano com a sua terceira fase (994 habitações). No lado oposto, os que mais perdem são o ambiente de Santiago (-389), a zona dos primeiros urbanizações de Mejostilla (-257) e {Moctezuma} (-85).

À margem de estes seis bairros que ocupam os dois extremos da tábua, o relatório/informe elaborado pela Secção Municipal de Estatística com os dados do censo também facilita a evolução do resto de bairros em 2018 relativamente a 2017. Os que mostram um comportamento mais positivo em geral se enquadram na zona Norte. É que Cáceres leva décadas crescendo por sua área setentrional devido à forte expansão das grandes condomínios. Assim, Montesol ganhou 236 habitantes o ano passado, a condomínio São Jorge outros 148, o urbanização Infanta Isabel 90 mais, o Urbanização Ronda subiu 87 e Cáceres o Velho, 48.

De facto, todos os urbanizações do Norte continuam a crescer (Polígono Pecuário, Nova Cidade, Urbanização Universidade...), e só/sozinho perdem população as primeiras condomínios de Mejostilla (-146) e {Gredos} (-28).

O Oeste também mantém uma evolução positiva mas mais ajustada. De facto, embora a Janeiro de 2019 tenha recuperado sua linha ascendente, em 2018 perdeu quase 200 habitantes devido sobretudo à descida de 61 vizinhos/moradores em Castelhanos, 48 em A {Madrila}, 31 em {Cabezarrubia}, 30 em O Viveiro e 28 no R-66-B. Subiram, isso sim, O Junquillo (37), que em 2019 volta a situar-se como segundo bairro em crescimento, e {Macondo} (17).

O Sul se converte no distrito que mais população perde a Janeiro de 2019, com 702 vizinhos/moradores menos que em 2018, e o ano passado também desceu 63 em relação ao anterior. É certo que existem bairros muito dinâmicos como Maltravieso (com 85 vizinhos/moradores mais em 2018), Casa Prata (64), A Caminho para os rebanhos (36), {Vistahermosa} (25) ou A Pomba (11), mas outros registam quedas como A Abundância (-74), {Llopis} (-59), Espírito Santo (-50), Novo Cáceres (-51) ou {Veracruz} (-45).

O CENTRO, Em BAIXA / Por seu lado, a zona Centro perdeu 619 habitantes a Janeiro de 2019, mas o ano passado já se reduziu em 413. É com diferença a área mais povoada da cidade e também a que alberga as habitações mais antigas. Não obstante, há zonas que crescem em população como a avenida Virgem de Guadalupe, que ganhou 42 vizinhos/moradores entre 2017 e 2018, ou a rua {Margallo} (31), a Ribera del Marco (17), São Francisco (17) e O Peru (13). Praticamente o resto das áreas têm evolução negação, sobretudo Cánovas (-58), Hernán Cortés (-54), Os {Fratres} (-54), São Justo (-53), Argentina (-48), A Bondade (-35), Hernández Pacheco (-24) ou O Rodeio (-22).

Por último, as freguesias de Estação Arroyo-{Malpartida}, Canto de {Ballesteros} e Valdesalor somam ao todo 930 habitantes a Janeiro de 2019, com um aumento de 36.

Em qualquer caso, a capital cacerenha tem o seu crescimento comprometido se mantém seu lento ritmo de nascimentos. Nos últimos doze anos a tendência foi claramente descendente, salvo pequenos aumentos que não têm corrigido a trajetória. Deste modo, se em 2007 se registaram 1.087 nascimentos, em 2018 só/sozinho se têm contabilizado 739. Trata-se de a cifra mais baixa das últimas décadas. Assim, a pirâmide de população segue/continua estreitando-se por seu base e portanto se {tambalea} em todos os sentidos. O troço de idade com menos habitantes é o de 0-4 anos, com 4.012 meninos recenseados. Contrasta com o troço de maior população, entre 45 e 49 anos, que o duplica com 8.119 pessoas.

Por enquanto só/sozinho parece que possa compensá-lo a imigração, que leva dois anos {repuntando} de novo após sua queda/redução entre 2012 e 2017. Atualmente há 2.703 estrangeiros em Cáceres, 218 mais que o passado exercício.