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Programas de centro

 

MARCELINO Cardalliaguet
26/10/2019

Perante umas complexas eleições que vão a celebrar-se proximamente, e que podem deixar o “paisagem” político muito mais enredado do que está agora mesmo, fervendo a {borbotones} na {mismísima} Catalunha; o mais prudente é estabelecer as cabeças {-} especialmente algumas, que andam muito {descarriadas} {-} e dedicar tempo à reflexão ou ao revisão de propostas, objetivos e programas dos numerosos candidatos, que decidiram ocupar o «centro» do tabuleiro ideológico da política hispana. Embora muito me {temo} {-} como passou já várias vezes {-} que os que reclamam para sim a titularidade do «centro político», não saibam muito bem que é o «centro»; e, menos ainda, como deve ser a política que se apelide desta maneira.

Até agora, o «centrismo» foi somente «centralismo»; e sua localização geográfica dentro do mapa de Espanha, foi Madrid; com escassíssimas ramificações às províncias mais próximas ou a outros «quartos» madrilenos, donde procediam os candidatos que aspirassem a ser membros do Governo central.

As qualidades pessoais que deviam «enfeitar» aos futuros «altos funcionários» {ministrables} ou responsáveis das áreas da Administração Central, eram essencialmente físicas: Viver em Madrid, ou em seus limítrofes provinciais; ser alto, de «bom {look}» e {-} a ser possibilismo - «{chapurrear}» o inglês com acento de {Aravaca}.

Poderiam aceitar-se candidatos que falassem algo de catalão, de {euskera} ou de galego; mesmo que tivessem algum tio ou primo distante noutras Comunidades Autónomas que não fossem a madrilena; pois na hora de fazer «listas» para as Assembleias destas Comunidades, poderia ser interessante um «centralismo» provinciano para aceitar-los como Presidentes ou Conselheiros em suas respetivas capitalidades. Embora estes candidatos da periferia deviam garantir um «centrismo centralizador» para evitar que quebrassem a «Galáxia» espanhola, deixando de dar voltas por volta de do bairro de Salamanca, do de Lava-pés ou de {Vallecas}, que deixaria à geografia «centralista» um tanto/golo {descoyuntada}.

As consequências de «inventar» outro «centralismo» - como é o caso de Barcelona {-} pode dar lugar a «tsunamis» ou a terramotos políticos, como o que se tem provocado em Catalunha. O «choque dos centralismos» - muito semelhante ao desencontro dos «centrismos» - é velho já na História de Espanha, e está muito relacionado com as influências {exógenas} procedentes da Santa {Inquisición}, da abundância de fronteiras entre reinos de «Taifas» e do «{cazurrismo} rural», reavivado cada certo tempo por correntes neofascistas, franquistas e autoritárias, imersas no ADN de tudo «{celtíbero}» conservador.

Por isso acredito/acho que para o 10 de Novembro seria muito conveniente marginar perante as urnas todos os «{ismos}» históricos que têm arruinado tão bonitos projetos do passado, fazendo sempre impossível para o futuro um projeto viável de nação solidária, democrática e fortemente estruturada, na qual caibam todos os espanhóis, suas famílias e seus projetos pessoais.

Devemos rejeitar ideologias {anodinas}, separatistas e conservadoras que impeçam o progresso e o avanço de todos ao uníssono. Mas também posturas demasiado «progressistas», individualistas e «{anarco}» que propendam a uma sociedade sem normas nem leis, desestruturada, onde cada qual viva em «seu canto», sem preocupar-se mais que de seus interesses e apetências.

{Sustituyamos} pacificamente o «centralismo» e o «centrismo» pela solidariedade e a cooperação entre todos; sem mais limitações que uma liberdade, moderada pelas leis e uma convivência política, vigiada pela Justiça.