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Passarela provisória na rua Alzapiernas

A Câmara Municipal anuncia que se as obras não estão terminadas na Páscoa fará transitória a centralizadora via . O vereador Víctor Bazo explica que não se prejudicará aos negócios nem aos turistas numas datas tão assinaladas

 

Passarela provisória na rua Alzapiernas - FRANCIS VILLEGAS

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ
27/02/2019

A câmara municipal de Cáceres instalará una pasarela provisional na rua  Alzapiernas se as obras de reforma não estão concluidas para Páscoa, segundo adiantou ontem o vereador de Fomento, Víctor Bazo. O processo, que começou no passado 27 de Janeiro, sofreu um revés após o achado duma antiga canalização, um cano de esgoto de princípios do século XX que requereu do estudo dos arqueólogos da Junta de Extremadura, que na segunda-feira concluíram o seu trabalho. O vereador indicou que se está à espera de receber o informe do governo regional para ver se o levantamento dessa instalação realiza-se de forma mecânica ou manual. «Dentro da rua está se a trabalhar muito pouco, o processo é escasso, porque dependemos do relatório da Junta de Extremadura», reiterou o responsável municipal.

Bazo explicou que o objetivo de acometer um novo saneamento era «evitar as filtrações» que se estavam produzindo nas habitações de ambos lados da rua. «Queremos recolher todas essas águas», apontou o vereador, que acrescentou que desde o seu gabinete se está tentando por todos os meios que a obra esteja concluída antes de Páscoa.

COMPLICADO / Não obstante, parece complicado cumprir esse prazo e a Câmara Municipal de Cáceres já trabalha numa alternativa, entre a que se inclui a instalação duma passarela provisória «para garantir o trânsito de turistas» e que os hoteleiros e comerciantes da zona «não saiam prejudicados». Precisamente o comércio da zona tem protagonizado vários protestos nestes meses diante da situação que se produziu. Os afetados calculam que desde que comenzasse a obra tem diminuído o volume de negócio entre um 50 e um 75%. De facto há alguns estabelecimentos que fecham os dias de diário porque não recebem  nenhum cliente. Alzapiernas é uma das principais entradas à cidade monumental por conetar com Bispo Galarza, onde se encontra o parking e o estacionamento de autocarros para os turistas.  calcula se que ao ano por esta rua passam umas 900.000 pessoas.

O processo inclui, para além da reforma desta via, a de Sánchez Varona, Zurbarán, São José e Felipe Uribarri. A executa a empresa GC10 Gestão e Obras.

O projeto definitivo  apresentou se em finais de Novembro depois de que a Câmara Municipal incorporasse umas modificações de última hora e descartasse as escadas mecânicas na totalidade do troço após os protestos de coletivos de pessoas com deficiência. No seu lugar, só se colocarão no primeiro troço para evitar aglomerações de peões pela estreiteza da via.

POLÉMICA / A proposta da equipa municipal de governo de instalar umas escadas mecânicas na rua Alzapiernas chegou carregada de polémica entre os coletivos de deficientes da cidade. De facto, no passado mês de Abril, um dos seus representantes, Narciso Martín, de Aspace (Associação de Paralisia Cerebral de Cáceres), apresentou a substituição desta instalação por um elevador que, no seu entender, possibilitaria a acessibilidade universal ao novo espaço.

A obra  aborda se dentro de os fundos europeus Feder e contou com os votos contra de toda a oposição. Naquele momento, o representante de Aspace indicou que metendo um forjado e um corredor até à porta do elevador se tivesse podido abordar sem problemas o projeto. Segundo o seu critério, as duas escadas mecânicas previstas (de um só sentido)  eliminam se,  faz se uma plataforma e um desembarco para o elevador e  mantém se a escada de degraus que expressa a Câmara Municipal no seu projeto. «Seria cómodo e completamente acessível», disse Martín.

«Com este projeto uma parte da cidadania fica fora. Pensamos que o diálogo é a vaza fundamental e se não se chega a bom porto, nessa altura não descartamos empreender ações legais. Queremos que esta iniciativa  ajuste se à Ordenança Municipal de Acessibilidade Universal», explicaram desde a federação. Pelo seu lado, o porta-voz municipal de Cáceres, Rafael Mateos, criticou nessa altura a rejeição em bloco da oposição ao projeto e assegurou que tratava-se de «a única solução técnica» para melhorar a acessibilidade na zona.