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O número de estrangeiros {repunta} em Cáceres com 218 recenseados num ano

Valorizam os preços do alojamento, a facilidade para mover-se, a segurança e o acolhimento que recebem. Após uma forte descida, hoje residem na cidade 2.703 pessoas chegadas de 102 países diferentes

 

O número de estrangeiros {repunta} em Cáceres com 218 recenseados num ano -

LOLA LUCEÑO
07/04/2019

A capital cacerenha volta a recuperar população estrangeira. A cifra registada a 1 de Janeiro de 2019 revela um aumento de 218 pessoas procedentes de outros países relativamente a Janeiro de 2018, e por sua vez supõe a maior subida desde 2012, quando se produziu um alta de 310. Estes dados, oferecidos através do relatório/informe anual da Secção de Estatística e Registo do Ayuntamiento de Cáceres, indicam que hoje residem em Cáceres 2.703 estrangeiros recenseados, uma tendência positiva que quebra as quedas continuadas desde 2013 até 2017, já que em 2018 se registou um primeiro aumento de 146 pessoas.

A capital cacerenha chegou a ter recenseados 3.416 cidadãos de outros países no ano 2012. Foi seu maior número, mas mesmo assim, apenas superavam o 3,5% do total da população. Hoy sua percentagem tem descido ao 2,8%. Ao todo há 1.352 mulheres e 1.169 homens. A maioria são jovens. Quase a metade, quatro de cada dez, têm entre 19 e 35 anos. Os menores supõem o 16% e os estrangeiros de 36 a 65 anos somam o 36%. Outro 5,5% já supera os 65 anos.

DE TODO O MUNDO / Curiosamente, entre esses 2.703 residentes forasteiros há pessoas de 102 países... nada menos. No mapa anexo podem ver-se as dez nacionalidades de origem mais frequentes entre os estrangeiros estabelecidos em Cáceres. Por segundo ano, os mais numerosos são os {hondureños}, que já somam 306. Lhes seguem/continuam os procedentes de Rumanía (243), China (237), Marrocos (222), Colômbia (168), Portugal (132), Brasil (116), Itália (79), Argentina (76) e {Bolivia} (72). Mas além disso há cidadãos dos destinos mais díspares como EUA (58), Reino Unido (48), França (48), Paquistão (47), Índia (32), Senegal (23), Palestina (13), Israel (10), Filipinas (7), Japão (3), Austrália (3), Iraque (2), Vietname (1) ou {Fiji} (1). As migrações também mudam. Em 2017 os chineses eram os mais numerosos em Cáceres, e em 2016 foram os romenos.

«Estamos percebendo/recebendo a chegada de novos estrangeiros que vêm pela primeira vez a Espanha e ficam a viver em Cáceres», explica Mamem {Gómez}, técnica do Programa de Imigrantes de Cáritas. Esta ONG da Igreja presta apoio aos que necessitam acolhimento e aconselhamiento. Outros não o precisam. Em qualquer caso, «a muitos gostam de Cáceres porque é uma cidade tranquila e segura, porque imediatamente conhecem pessoas, porque o alojamento é relativamente barato, porque podem mover-se a pé, porque é muito acolhedora...», enumera a profissional.

Embora também existem desvantagens, especialmente o índice de desemprego. «A maioria da população estrangeira que {atendemos} em Cáritas trabalha em hotelaria, no serviço doméstico e no cuidado doutras pessoas, sobretudo em regime interno. Alguns encontram empregos na agricultura, vai-se embora às campanhas e voltam», detalha Mamem {Gómez}.

Esta profissional, que entrou em Cáritas como voluntária faz duas décadas e que agora trabalha em contacto direto com o coletivo, explica que o número de estrangeiros também está aumentando através do Sistema Oficial de Ajudas para os Solicitantes e Beneficiários de Proteção Internacional. Trata-se de uma ajuda estatal gerida por diferentes entidades, no caso de Cáceres lhe corresponde à ONG {Accem}. Costumam acolher-se os estrangeiros em situação de especial vulnerabilidade que não têm outra maneira de aceder a recursos quando chegam a Espanha, e lhes cobre o 100% de suas necessidades durante um tempo (1 {ó} 2 anos). Pois bem, quando um estrangeiro solicita este programa, lhe dão praça/vaga na cidade que corresponda segundo um sistema interno. «Muitos dos que chegam derivados a Cáceres no fim ficam porque o programa lhes {empadrona}. Logo vão criando aqui sua rede de apoios, encontram emprego...», explica Mamem {Gómez}.

AJUDA INTEGRAL / Cáritas também presta aos estrangeiros um serviço de informação, orientação e aconselhamiento em todos os âmbitos: «como aceder ao recenseamento, como aceder à assistência sanitária, como regularizar sua situação, como aceder a uma habitação social, como escolarizar aos menores...», detalha a técnica. O perfil que mais atende Cáritas é o de mulheres sós que chegam com filhos ou os deixaram temporariamente no seu país, embora nos últimos anos aumentam os homens que vêm sós. Se incrementam por exemplo os estrangeiros de África, Venezuela, Peru, {Honduras}, Colômbia ou O Salvador.

«À maioria gostam de Cáceres e vêm com intenção de ficar. Outros em princípio só/sozinho querem estar uns anos, fazer dinheiro e regressar com suas famílias», matiza/precisa a profissional. Não todos necessitam o mesmo. De facto muitos nem sequer requerem ajuda porque vêm por transferências laborais, para formar-se, para abrir um negócio... «Em Cáritas trabalhamos/trabalhámos de maneira pessoal. {Realizamos} uma entrevista inicial com o propósito de conhecer os objetivos de cada pessoa, suas capacidades e limitações, e {establecemos} um plano de seguimento individualizado». A partir de aí recebem o aconselhamiento legal que necessitam, se lhes ajuda com os trâmites (censo, saúde...) e se lhes orienta através dos diferentes oficinas (classes de espanhol, integração, cultura espanhola, cozinha espanhola, habilidades sociais, autoestima...).

Cáritas conta além disso com serviços de busca de trabalho e cursos de formação focados ao emprego. «Pomos todos os recursos possíveis a disposição das pessoas para que possam avançar o máximo em seus objetivos», conclui Mamem {Gómez}.