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Num debate não se pode usar o telemóvel

Os líderes de PP, PSOE e {Cs} consultam o telefone numa cita/marcação/encontro na qual destacou a líder de Podemos

 

{Salaya} 8 Olhando o telemóvel. - FRANCIS VILLEGAS

Alcántara 8 Mirando el móvil. - FRANCIS VILLEGAS

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ CÁCERES
09/05/2019

El debate a quatro tornou-se ontem em quatro contra um. A primeira pergunta que temos de fazer-se é: ¿que fazia um biólogo afim à Associação {Salvemos} a Montanha num ato com quatro candidatos à presidência da câmara municipal que discutiam sobre/em relação a a conveniência ou não de instalar uma mina de {litio} a céu aberto na Serra da Mosca?, o segundo interrogante é: ¿se no tribuna se sentou um biólogo com uma postura claramente contrária ao projeto, porque é que não tomou assento algum representante da empresa que pretende fixar-se em {Valdeflores}? E em terceiro lugar, tratando-se duma conversa política para conhecer a posição dos candidatos/candidatas à presidência da câmara municipal, não procede em nenhum caso a presença de alguém alheio, fundamentalmente para garantir a objetividade da mesa redonda.

Excetuando estas três questões, temos de admitir que o Debate Eleições Autárquicas 28-M que organizou o curso de 1º de Ensino secundário da ramo de Humanidades da escola de As Josefinas, dirigido por seu professor de Economia, Francisco del Moral, foi um êxito de convocatória. Em primeiro lugar porque a sala de atos do centro escolar estava a transbordar, em segunda minuta porque os moderadores, os alunos Daniel Carbonero e {Alicia} Enrique, estiveram esplêndidos, souberam controlar os tempos, formular com precisão as perguntas e dar toques de atenção aos participantes quando assim o requeriram suas intervenções.

Agora vamos ao {meollo} que verdadeiramente nos ocupa: os políticos, protagonistas de um debate no qual não estava {Vox} porque tinha declinado a convite e que também não contou com Extremadura Unida (temos de ver que jamais nos {acordamos} dos regionalistas, por isso nunca seremos igual que Catalunha), e que, como dizíamos ao início, foi de quatro contra um. Isto é: o candidato do PP, Rafael Mateos, o candidato do PSOE, Luis Salaya, a candidata de Podemos, Consolo López, e o biólogo Juan Antonio Herrera, antagônicos ao candidato de Ciudadanos, Francisco Alcántara. Todos resistentes à mina; Alcántara, mais partidário do ‘sim’ que do ‘não’.

Foi precisamente Alcántara o primeiro em chegar ao auditório. El líder da formação laranja fê-lo com os seus companheiros {Laura} {Peláez}, Mario Blanco e {Óscar} {Rebollo}. Apareceu com casaco e camisa celeste. Na primeira resposta titubeou. «¿Qual era a pergunta?», disse certamente preso do respeito que dava um público essencialmente jovem, futuros universitários, decisivos no voto, e porque, não o esqueçamos, Alcántara é novo nestas {lides} eleitorais.

A segunda em deixar-se ver foi Consolo López. A {adalid} de Podemos, com casaco vermelho e camisa branca, entrou junto a seus colegas Ricardo Carrasco e María José Castro. Logo fê-lo Rafael Mateos, acostumado aos focos, com sua pulseira da bandeira de Espanha e camisa a linhas, seguido/continuado pela vereadora María Guardiola, uma mulher de sua máxima confiança, e de {Marta} Sánchez, jornalista, chefe de imprensa do PP e encarregada da agenda eleitoral do cabecilha popular.

Salaya chega tarde

Não sabemos se como manobra ou porque se lhe fez tarde, o paladino socialista aterrou em último lugar. Foi o mais estratega em seu balneário: casaco negrito, camisa branca e desportivas vermelhas, por aquilo da metáfora de que assume a campanha pisando a rua. Assistiu com sua nova jornalista de campanha, e seu homem forte, o vereador Andrés Licerán.

Entre uma nuvem de fotógrafos, dada a expectativa que o debate tinha gerado na opinião pública cacerenha, se realizou o sorteio dos turnos de intervenção que, por este ordem/disposição, ficaram assim: Ciudadanos, PP, Podemos, PSOE e, em último lugar, o biólogo. El debate teve seus pontos potentes. Alcántara defendeu o emprego, Mateos citou ao santuário da Montanha (uma referência sempre socorrida em Cáceres), Salaya a Estados Unidos (em plano cumplicidade com os alunos) e López atirou de utopia com isso de «construir uma cidade de longo prazo» (beliscão de idealismo que resulta muito pouco/bocado convincente).

Foi, isso sim, lamentável comprovar que são certas as sondagens que atiram que uma de cada três pessoas mira o telemóvel mais de 100 vezes ao dia, o que significa que o {consultamos} uma média/meia duma vez cada 10 minutos sem contar as horas de sono/sonho. Os políticos cacerenhos não são uma exceção. E ainda que pareça inconcebível, os chefe de PP, PSOE e Ciudadanos se encadearam a seus telemóveis em plenário/pleno debate. Fizeram-no de modo instintivo, certamente sem {percatarse} de que o público os analisava ou de que as câmaras os julgavam.

¿Porque é que ninguém avisou a nenhum dos três de que num colóquio não se pode usar o celular, que é uma falta de respeito para o espectador, que ao votante lhe dá a sensação de que sempre há algo mais importante que ele? Se durante um debate {estás} consultando teu telefone é porque algo te interessa nesse momento mais que teus ouvintes. E isso, {indefectiblemente}, é um erro de inchação.

No entanto, Consolo López, a {alcaldable} de Podemos, foi a única que não caiu nesta batota/logro {facilona}. Esteve atenta, segura de sim mesma, taxativa em suas ideias, clara em a sua postura contrária à mina. Por isso, e por não ser cativa do {watssap}, foi a que indubitavelmente esteve melhor no debate de ontem. De resto, ao sair vi a uma {monjita} cortando uma cor-de-rosa. {Exclamé}: «¡Andor, que flores tão bonitas!»; e respondeu: «São para a Virgem, que se merece-o». ¿Não lhes parece tenro?