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Nem {Almonte} nem Portagem

 

ANTONIO SÁNCHEZ BUENADICHA Profesor
27/10/2019

O tema do abastecimento de água a Cáceres põe a manifesto todas as deficiências das administrações públicas e dalguns dos nossos técnicos. O problema se arrasta desde tempos imemoriais, pois já em tempos da ditadura se começou a planificar, de maneira que passou mais de meio século e segue/continua sem arranjar-se. Como ilustra o minuciosa e fundamentada reportagem de meu admirado e querido amigo José Luis Bermejo, como todos os seus, antes de 2005 se tinha tratado do transvase desde o {Almonte} se bem nessa data Ambiente enterra esta opção pelo que em 2007 se opta por trazer a água desde Portagem.

É de supor que nenhum ministro de nenhum governo soubesse onde estava Portagem nem as dificuldades que implicava tão atrasada obra mas alguém dos arredores ou da Confederação se {chivó} aos políticos: «Ouve, que em Portagem há um {pantanillo}»;e o político: «Andor a ousa, pois {hazme} um projeto de transvase».

Ao que parece, o treinador não devia ser tão treinador pois ao fazer o projeto deveu contar com que era necessário passar dois rios mas o esqueceu ou se calhar supôs que podia passá-los sem contar com a autorização de Fomento. Mas resulta que em 2010 Fomento nega a autorização para passar pelos pontes e se vê obrigado a mudar o traçado com o consequente aumento do orçamento. Como a imaginação do treinador é inesgotável e o papel o admite tudo decidem passar os rios através de uma passarela que como é lógico obriga a aumentar o orçamento. Feliz ano 2012.

Estava tão satisfeito o {susodicho} treinador e os políticos que lhe fizeram caso e os cacerenhos que já confiavam em que acabou-se o de comprar água mineral natural quando Fomento rejeita o passo pelos pontes de qualquer maneira. Estávamos em 2017. Agora resulta que a empresa encarregada de ser feito o projeto diz que o deixa. Ou seja que a coisa de Portagem leva doze anos, um monte de milhões enterrados e os cacerenhos continuamos com a incerteza de se dentro duns meses nos {quedaremos} sem abastecimento de água. ¿ Têm visto se alguém se tem posto vermelho?