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A mina fica fuera dos pactos para formar governo após o 26-M

PP, PSOE e Podemos sublinham sua negativa ao projeto e que não será objeto de negociação. {Cs}, o único que não pronuncia-se contra, a afasta duma negociação após as eleições

 

Um câmara de televisão toma imagens do debate. Ao fundo os quatro candidatos e o biólogo Julio Herrera, que interveio em representação da plataforma {Salvemos} a Montanha de Cáceres. - F. VILLEGAS

JOSÉ LUIS BERMEJO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
09/05/2019

El resultado foi o esperado. Por um lado a indefinição de {Cs}, «não estamos nem a favor nem contra --da mina--, queremos uma análise sério que ainda não se fez», assegurou seu candidato à presidência da câmara municipal, Francisco Alcántara. E por outro o não rotundo de PP, PSOE e Podemos. Nada novo. Por isso o último assunto do debate, a incidência da mina nos pactos de governabilidade após o 26-M, gerou mais atenção. Aqui os quatro coincidiram em que o projeto de {Valdeflores} ficará fuera dos acordos posteleitorais.

Abriu o fogo o candidato do PP à presidência da câmara municipal, Rafael Mateos. Alcántara não o fez apesar de ser o primeiro em falar. Se é o mais votado, Mateos necessitará a {Cs} para ser presidente da Câmara Municipal. Por isso pediu que o posicionamento de cada grupo «não seja obstáculo para dar estabilidade ao governo». E depois entrou ao detalhe quando, após {recordar} o não do PP à mina, reclamou «altura de miras para que em nenhum caso se produzisse um chantagem se temos de chegar a um acordo».

Alcántara recebeu o recado: «Não acredito/acho que ninguém vá a pretender/tencionar que isto seja objeto de chantagem face a a governabilidade da cidade, seria pueril», respondeu em seu revezo de fecho. Se temos de negociar um acordo PP-Cs, a mina, apesar de que Ciudadanos voltou a dar ontem amostras de estar pelo sim ao projeto, não será inconveniente. Se Alcántara ganha em votos a noite do 26-M, será ele o que necessite ao PP ou ao PSOE.

No meio deste cruzamento de mensagens, o terceiro em {liza} para fazer-se com o bengala de comando da cidade, o candidato socialista Luis Salaya, que pode precisar a Cs se quer ser presidente da Câmara Municipal, insistiu em que para seu jogo/partido a mina «não é objeto de negociação» e se antecipou a Alcántara quando recordou que o porta-voz de Cs na Câmara Municipal, Cayetano Polo, já anunciou que {Valdeflores} não estaria nos pactos posteleitorais.

Antes, a candidata à presidência da câmara municipal de Unidas Podemos, Consolo López, semeou a dúvida de que a mina se ponha no fim sobre/em relação a a mesa de negociação. Para seu jogo/partido {Valdeflores} «não é objeto de negociação, mas o que me preocupa é que o seja para o resto de partidos», afirmou. Essa suspeita a {despejaron} Mateos, Salaya e Alcántara: a mina não estará nos acordos posteleitorais.

Cs é o único que não se molha com a mina. Sabedor de que os que se opõem ao projeto têm ganho a rua, não diz sim abertamente a {Valdeflores}, embora Alcántara deu razões a favor quando disse que há «um superavit ambiental e temos um défice em matéria de emprego» e pediu que não se cometa o erro «de não valorizar {objetivamente} e com dados» o projeto e que não se resolva só/sozinho politicamente «algo estratégico» para Cáceres.

PERTO DE A CIDADE / Os outros três candidatos deixaram clara a sua postura: um não rotundo à mina, não faz falta mais discussão, mesmo os três imediatamente responderam à alusão de Alcántara de que a mina «requer um consenso que excede do âmbito cacerenho». «Cáceres tem muito que dizer», sublinhou Mateos como resumem da posição dos três partidos.

Há vários motivos que explicam o não do PP, PSOE e Podemos, mas destacam três entre os que citaram: está demasiado perto de a cidade, não há garantias de que se acredita o emprego que se oferece, que além disso é insuficiente e temporal, e o dano que se causa sobre/em relação a o espaço da Montanha sem que tenha segurança de que o terreno se vá a restaurar nem seja crível o que se propõe. «Não sei se estamos perante um projeto mineiro ou perante uma operação especulativa», disse Salaya. López, que citou o sucedido em Monesterio com {Aguablanca} onde o investimento para a regeneração da zona procede de fundos público, apontou que nestes projetos «se privatizam os benefícios, que são para a empresa, e se socializam as despesas, que {pagamos} entre todos». Pela localização projetada para a mina, na serra da Mosca, é uma iniciativa «inviável», sentenciou Mateos.