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O melhor menu de Cáceres, o do novo hospital

 

{Meme} da imagem dos deputados de {Vox} no Congresso. - CEDIDA

Gema Galã, em seu posto do mercado da Ronda do Carmen. - FRANCIS VILLEGAS

MIGUEL ÁNGEL SFlbMuñoz
23/11/2019

El outro dia ingressaram de urgência no Hospital Universitário de Cáceres à mãe duma boa amiga. Chegou em circunstâncias críticas, mas felizmente ali a têm pegado a tempo. Minha amiga, agradecida pela atenção que a família está a receber, escrevia isto: «Como extremenha que sou, quando me avisaram de que minha mãe ingressava no hospital em Cáceres, e dado que vivo em Madrid, me {aseguré} de não encarregar a {Renfe} a missão de pôr-me ao pé da cama de minha progenitora. Após dias de vigilância, ontem decidiram operar-la».

E acrescentava: «A profissionalismo com que o pessoal do Hospital Universitário está tratando-a e tratando'ns é de primeiro nível, sem esquecer os salas de operações {nuevecitos}, meios radiológicos à última, espaços largos, permanente sensação de estar estreando hospital. Não faço mais que perguntar-me se isto seria assim num cenário de Saúde centralizada, ou seja, o que parece que procura {Vox}. Embora {intuyo} que o que querem é outra coisa com essa jogada, {supongamos} que não. Mesmo assim, aqui temos um historial em pegar os últimos, ou quase, em não ser prioridade, em ter que arranjar-nos com o que há. Somos pessoas ‘{mu} {apañá}’, mas tudo tem um limite. Não sei se me explico».

Pois sim, se explica muito bem esta usuária cujo análise choca com o realizado por outra pessoa que, indignada, mostrou nas redes sociais seu desgosto com a cafetaria do novo hospital. Fê-lo publicando uma fotografia de um sandes de lulas e escrevendo o seguinte: «Sandes de lulas à romana comprado ontem na cafetaria tenda no Hospital Universitário de Cáceres, 2,40 euros. A imagem o diz tudo e na foto não se aprecia: duros como pedras e aquecido. Um roubo».

A visita

Mais repercussão tem tido o segundo que o primeiro porque já sabemos que sempre nos {quedamos} com o mau antes que com o bom, porque o negativo vende e é {carnaza} no conclave vomitivo da internet. De modo que para ratificar se o dos lulas tratava-se de um facto/feito pontual ou de se verdadeiramente a cafetaria do hospital é uma {bazofia}, que melhor que comprová-lo in situ. Por isso ali me {planté}. Meu olhos e meu paladar comprovaram a qualidade que oferece ‘13 Serviços Hoteleiros’, empresa que gere as instalações, agora numa tenda até que a Junta de Extremadura possa executar a obra, pendente da licença municipal e cuja finalização está prevista para o mês de Março.

São muitos os que põem o grito no céu por ter que ir a uma tenda, de forma provisória diga-se de passagem. Não acham o mesmo quando vão a um casamento e acreditam que celebrar um ligação sob pálio de plástico, no qual acabam felizes dançando ‘{Paquito} o chocolateiro’, é a coisa mais maravilhosa que lhes ocurreu na vida. E, sendo menos frívolos e menos folerias (com todos meus respeitos às tendas dos ‘casórios’), estes que tanto/golo criticam o do hospital têm devido viajar pouco/bocado aos países menos avançados do planeta, às aldeias da Índia, por exemplo. Pensem nesses hospitais {infectos} da Terra e sejam mais justos e mais agradecidos porque em Cáceres somos uns privilegiados.

Excecional o trato na cafetaria do hospital, de grande qualidade a comida/almoço. Os preços ajustados às necessidades e às circunstâncias, geralmente desagradáveis, que implica passar por um centro hospitaleiro. {Desayuné} café com leite e pastelaria industrial caseira. Mas tinha de tudo desde 1,70 euros: {churros}, torradas, {ensaimadas}...

Mil pessoas ao dia

A isso se acrescenta um boa lista de pratos combinados e doses desde 1,90. E menus do dia saudáveis. Salada mista ou dois primeiros a escolher, e pescado ou dois segundos a escolher, mais água, pão e fruta por 4,90; meio menu por 3 euros e peça de fruta da época por 1 mais, IVA incluído.

Uns trabalhadores {amabilísimos}, que sempre te arrancam um sorriso, tratando de alegrar o dia a pacientes que vão a encontros rotineiros, a familiares que contam as horas para a tão ansiada recuperação dos doentes... Fazem de psicólogos, sabem se {prefieres} um {Donuts} ou um {cruasán}, te perguntam como {estás}, te dão ânimo, te dizem: ‘Não te {preocupes} que isto passará e aqui há bons médicos’.

Não é fácil ser empregado de mesa, mas menos ainda o é dentro de um hospital. E que todos eles, que atendem nada menos que a uma média/meia de mil pessoas ao dia (são as que passam pela cafetaria) façam duma tenda um sítio acolhedor, no qual cheira a doces e café recém facto/feito a cada manhã, é de matrícula de honra.

E tudo isso enquanto fora de essa ilha onde se mistura a dor, o sofrimento e a {sanación}, segue/continua o espetáculo do nosso Câmara Municipal. Valha o primeiro dizer que sempre me tem parecido que Francisco Alcántara tem defendido posturas coerentes em favor de Cáceres e que {considero} tremendo que por expressar o que {piensas} terminem {echándote} de um jogo/partido. Até aí bem, o que não me {cuadra} é este rolinho dos vereadores não inscritos (já há três em nosso hemiciclo: Alcántara, sua companheira Mar Díaz, e {Teófilo} Amores, de {Vox}).

Que sim, que já sei que é legal esta figura, mas me parece certamente pouco/bocado estético. Porque se num jogo/partido não te querem, te vais, e te vais deixando a ata, por muito que te {hayas} pago teu campanha eleitoral. Se {estás} em política é amparado por umas siglas. E se resulta que um votou a Ciudadanos, votou ao jogo/partido, não a um representante que já não se sabe de que é, nem por onde te pode sair, se pela direita, pelo centro ou pela esquerda.

Olho, que vêm curvas

Dizem que {Salaya} está esfregando's as mãos, que agora tem de seu parte a Paco, a Mar e a {Teófilo}, mas olho, que se corre o risco de que de imediato te façam um remate pela esquadra e te {quedes} fora-de-jogo, como ocurreu com essa proposta dos não inscritos de unir-se em grupo municipal. É uma {astracanada} que ninguém entende e que me cheira que acabará passando fatura.

Agora há quem acha que se vota ao líder. Mas é um argumento que se usa segundo convenha. Porque aqui há muita gente que defende que se Madalena Nevado está no Congresso dos Deputados é porque as pessoas votou a {Vox} e não a votou a ela. ¿Em que {quedamos}?

E falando de {Vox}, {divertidísimo} o último {meme} que se tem pendurado nas redes sociais a propósito da foto que os 52 deputados de Santiago Abascal se fizeram às portas do Congresso para preparar a XIV legislatura da Democracia espanhola. Ali vemos em primeira fila, a um lado, a {Magda} junto a Ortega Smith e Espinhosa dos {Monteros}, e a outro a {Macarena} {Olona}. A ambas deputadas lhe têm colocado uma vassoura e uma esfregona pela {perla} que tem solto a madrilena {Alicia} Rubio de que o feminismo é cancro e que coser {empodera} à mulher. Estas são as coisas que tem pertencer ao jogo/partido da testosterona.

Para superar tanta {memez} me fui a Essência, o estabelecimento gourmet da rua Rodríguez Moñino, que desde há onze anos leva Fidi (que rico está o presunto) e depois {bajé} ao mercado da Ronda, onde Gema Galã tem {reinaugurado} seu posto com novos produtos. Embora o que mais me gostou ao cair o dia foi ver a esperançosa foto da mãe de minha amiga, que já dá seus primeiros passeios fuera da quarto, num corredor do novo hospital perante os imensos {ventanales} com vistas à {Umbría} da Montanha. Bonita epopeia do poder/conseguir da medicina sobre/em relação a o bem da Humanidade.