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Fim ao Virgem da Montanha

Ontem se transferiram as consultas de Alergologia e provas funcionais, as últimas que ficavam. A Junta considera o imóvel de Reis {Huertas} para transferir o PAC, único serviço aberto no Provincial

 

Uma das últimas pacientes das consultas que ainda permaneciam no Virgem da Montanha. - FOTOS: ANTONIO MARTÍN

Los corredores de Geriatria, vazios e sem luz. - FOTOS: ANTONIO MARTÍN

SIRA RUMBO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
26/10/2019

La primeira vez que se falou da possibilidade de fechar o hospital Nossa Senhora da Montanha foi no ano 2002, quando se anunciou que Cáceres teria um novo complexo hospitaleiro. Têm tido que passar 17 anos para que seja uma realidade e desde ontem o histórico prédio permanece fechado a sete chaves. À primeira hora da manhã recebeu aos últimos pacientes e durante o dia se levou a cabo o transferência das consultas de Alergologia e provas funcionais, as únicas que ainda ficavam no imóvel e que desde na próxima terça-feira se emprestarão no São Pedro de Alcántara (na segunda-feira não se citou a nenhum paciente para colocar tudo o material e organizar as dependências). Estarão localizadas na primeira planta, na antiga sala de lactação e isolados.

La mudança tem durado nove meses. Los primeiros transferências se levaram a cabo quando abriu o novo hospital, a finais do mês de Janeiro. Ali, segundo recorda a diretora médica que se tem encarregado de coordenar o fecho, Cristina Martín, se levaram a maior parte das consultas externas (Cirurgia Plasticidade, Endocrino, educação {diabetológica}, Ginecologia, {Otorrino} e Urologia). Só/sozinho ficaram Alergologia e provas funcionais, que se transferiram ontem ao São Pedro de Alcántara, e Medicina Interna, que foi faz duas semanas. Era necessário manter esta última no Provincial para dar serviço a possíveis urgências que pudessem surgir das plantas de Geriatria e a Unidade de Psiquiatria, que ainda permaneciam no prédio.

O seguinte passo foi a mudança das plantas de hospitalização. Primeiro Geriatria, que por enquanto está localizada na oitava planta do São Pedro de Alcántara, embora seu destino definitivo é a antiga Ginecologia, no que era o materno infantil. Este espaço está a ser atualmente reformado para adaptá-lo a pessoas com mobilidade reduzida. Depois se transferiu a Unidade de Psiquiatria, à antiga planta de {Tocología}, também no que era o materno infantil.

CORREDORES ESCUROS E VAZIOS / Ao meio-dia de ontem a imagem do Hospital Provincial era de um prédio quase fantasma: longos/compridos corredores vazios e plantas com as luzes apagadas e quase sem mobiliário. La porta principal permanece além disso fechada com chave. Sim teve atividade à tarde, quando abriu o Ponto de Atenção Continuada (PAC) que é o único serviço que ainda permanece neste hospital (abre de segunda-feira a sexta-feira de 15.30 a 08.00 horas e as 24 horas os fins-de-semana e feriados). Não se transferirá até que a Junta de Extremadura encontre um espaço adequado. Nestes momentos se considera instalá-lo no antigo prédio de Bem-estar Social, na rua reis {Huertas}, cujas dependências estão sendo agora analisadas. O Executivo autonómico quer que se situe num sítio centralizador, como está atualmente. Já se têm descartado outros espaços como os centros de saúde Manuel Encinas e São Jorge, por falta de espaço.

Com o fecho do Nossa Senhora da Montanha se põe fim a um prédio com 135 anos de história. Sempre dependeu da assembleia provincial porque desde que se criaram estas instituições, no século XIX, tornaram-se nas responsáveis das políticas de saúde e beneficência que tinha desenvolvido até então a igreja. Embora o Virgem da Montanha não foi o primeiro hospital da capital cacerenha. Em 1841 abriu-se um anterior de mãos também da assembleia provincial no antigo convento de São Francisco. Se denominou Hospital Geral Civil.

Não foi até 1884 quando começaram as obras para abrir o do passeio Cánovas. Custou 71.876 pesetas. Foi a maior obra do século XIX e o primeiro hospital público dotado de pessoal e de recursos adequados. Em suma, o primeiro hospital moderno, embora arrastou deficiências desde seu início (desde 1914 já se falava de seu mau estado). Nos anos 80 se acometeu a que foi a maior reabilitação desde que se levantou. Em 1990 passou a depender do {Insalud}, e anos mais tarde do Servicio Extremeño de Salud, quando se fez o transferência/trespasse/passagem de competências sanitárias às comunidades autónomas.

Hoje em dia é um prédio centralizador mas por aqueles anos estava situado às arredores da cidade porque os centros sanitários deviam afastar-se dos centros urbanos para evitar contágios. Nessa altura só/sozinho existiam outros três prédios nesta zona da periferia, chamada ‘as arredores de São Antón’: as {Hermanitas} dos Pobres (1885), o Parador del Carmen (finais XVIII-princípios XIX) e a estação de comboio (1881).

Agora terá que ser assembleia provincial a que decida sobre o seu futuro. Por enquanto já há ofertas sobre/em relação a a mesa: Um geriátrico, um centro comercial, um hotel de luxo ou um espaço para dinamizar a cultura e a juventude. Até que se tome essa decisão a instituição provincial porá vigilância privada para evitar que o prédio sofra atos vandálicos.