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«Estamos cansados de incertezas ano após ano»

A prorrogação dos orçamentos deixa sem fundos as ajudas para festivais. Estão no ar os subsídios da Câmara Municipal a 20 coletivos culturais

 

Um momento durante um concerto de Europa Sul na praça/vaga de Santa María. - FRANCIS VILLEGAS

G. G. epextremadura@elperiodico.com CÁCERES
04/01/2019

Estamos cansados de incertezas ano após ano». Nestes termos expressou-se ontem {Fernanda} Valdés, a responsável de O Gato ao água, o coletivo que organiza o {Irish} {Fleadh} e um dos que figuram na lista de subsídios nominativos que contempla Cultura para os orçamentos de 2019. Por enquanto, a falta que se aprovem as contas para neste ano, a Câmara Municipal assinava nesta semana uma prorrogação do orçamento de 2018 e esta verba/partida de mais 60.000 euros para uma vintena de associações culturais é o única despesa de subsídios nominativos que não tem alargado. Não ocurreu o mesmo com as de desporto, festejos ou turismo. Com esta resolução a câmara municipal deixa sem crédito por enquanto e à espera duma possível modificação do orçamento as ajudas para o {Fanter} {film} festival (2.500 euros), o concurso de piano {Esteban} Sánchez (2.500 euros), o Europa Sul (5.400 euros), os abutres {leonaos} (4.300), o festival solidário de cinema de Cáceres (7.000 euros), o encontro de viola clássica (3.500), o {Irish} {Fleadh} (5.500), o festival de flamenco de Aldea Moret (2.500), o {Amex} (4.000), {Horteralia} (5.500), {Danzamaratón} (4.200), o festival de blues (5.500), festival de contos (3.200), a associação flamenca (2.000), amigos do flamenco (2.000), associação José Mercé (2.000), associação musical cacerenha (1.700), os Pop Eye (3.500) e o cinema do fórum dos {Balbos} (2.000).

Em declarações a este diário/jornal, Valdés reivindica que o festival cumpre quinze anos e lamenta que «cada vez é mais difícil programar». «Começa Janeiro sem saber, sem certezas nem garantias», sustenta. Coincide a organização do cenário {Amex} na complexidade de organizar um evento cultural em Cáceres «se se liquida a touro passado». Em qualquer caso, {Óscar} {Trigoso}, organizador da cita/marcação/encontro, pede prudência até que se resolva a situação. «A esperar como todos os anos», conclui. Também pronuncia-se a organização do evento que mais fundos recebe, o festival solidário de cinema, a primeira grande encontro culutral do ano --terá lugar o 2 de Março e apresenta seu programa em menos de um mês-- e sustenta que esta situação não porá o risco o festival mas repercutirá no fim solidário porque as despesas de produção terão que cobrir-se com fundos próprios.