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A esquerda em Cáceres em seu labirinto

 

Consolo López, em primeiro plano, e Ildefonso Calvo, vereadores de {CACeresTú} e números 1 e 2 da lista de Podemos. - EL PERIÓDICO

José Luis Bermejo
07/04/2019

Se a oferta eleitoral do centro-direita se apresenta nas próximas municipais mais fragmentada que nunca, com três partidos, na esquerda tentam não cair em erros do passado quando a divisão lhes diminuiu vereadores, uns vereadores que se não para governar, sim podem resultar decisivos nas negociações posteriores a 26 de Maio, conversações nas que se decidirá quem governará Cáceres até Maio de 2023.

Nas passadas eleições autárquicas, a oferta do centro-esquerda se dividiu em quatro ofertas e tirou 10 vereadores (8 do PSOE e 2 de {CACeresTú}-Podemos). Sem essa fragmentação podia ter tirado dois ou três vereadores mais, isto é roçar ou chegar a os 13 vereadores, número com o que se obtém a maioria na corporação local não só/sozinho para investir ao presidente da Câmara Municipal, mas também para tirar adiante todas as decisões possíveis. Faz quatro anos tanto/golo IU como Cáceres em Comum, uma cisão de IU, tiraram votos suficientes para ter um vereador cada um, mas ficaram fora porque não chegaram a 5% dos votos válidos.

A nível autonómico já o têm decidido e irão dentro duma mesma candidatura Podemos, Izquierda Unida, Extremenhos e {Equo}. A nível local ainda se está negociando, embora o tempo se esgota e na sexta-feira passada esperavam tanto/golo em Podemos como em IU que se chegasse a um acordo e que a decisão se fechasse este mesmo fim-de-semana ou a princípios da próxima. Em Cáceres há uma peculiaridade que não se dá noutras povoações da região, não somente está IU por um lado e Podemos por outro, também está Cáceres em Comum, à volta de a que se aglutinou faz quatro anos parte do voto de IU, uma coalizão que esteve presente na Câmara Municipal entre 1995 e 2015. A divisão lhes {echó} da corporação local.

Podemos se sinta/senta nesta negociação com a força dos resultados das últimas eleições em Cáceres. Nas autonómicas de 2015 multiplicou até quase por cinco o resultado de IU e nas gerais desse ano fê-lo até quase por seis. Nas municipais não teve tanta diferença, mesmo Izquierda Unida e Cáceres em Comum tiraram juntos quase os mesmos votos que {CACeresTú}, a oferta eleitoral de Podemos nessas eleições, uma denominação que lhe diminuiu votos à formação {morada}, a prova foi que nas autonómicas celebradas no mesmo dia e na qual se apresentava com a denominação de Podemos quase dobrou os votos das municipais. O 26-M já irá às municipais como Podemos ou Unidas Podemos se em Cáceres há confluência com IU, Cáceres em Comum, Extremenhos e {Equo}.

A organização da tomada de decisões no grupo municipal uma vez celebradas as eleições autárquicas para que tenha {operatividad} e a atribuição de postos a cada formação na lista eram assuntos pendentes de fechar. No que sim tinha acordo tanto/golo em IU como em Podemos era que «juntos, melhor» e que portanto «a intenção é chegar a um acordo» se a esquerda em Cáceres sai de seu labirinto.