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Deliciosa ‘Ilha dos escravos’

 

MIGUEL FRESNEDA Crítico teatral
01/07/2019

Uma nova presença extremenha neste XXX Clássico que está expirando com grande brilho e com geral aceitação pelo numeroso público que tem ido enchendo os três cenários quase todos as noites, mas em especial até as bem-sucedidas companhias da nossa terra, como esta última, A Quatro Esquinas, muito sabiamente dirigida pelo perito Francisco Suárez.

A ilha dos escravos apresenta um tema muito atual, a A Luz da bondade e a razão {dieciochesca}, pois a escreveu o francês P. {Marivaux} e bem adaptada pelo emeritense Juan Copete, bastante respeitoso com o originalíssimo, apesar de ter-la prolongado algo mais. Nessa época já se vislumbravam movimentos {perreo} luziu {arios}, que culminariam na Revolução Francesa; ou seja eram tempos de mudanças sociopolíticas, que se refletem no mudança teatral de {roles}, como se vê na trama de A ilha dos escravos:

Pois, ao chegar a a Ilha dos escravos, o ‘legislador ou árbitro’ da mesma, {Trrilenin} lhes insta aos senhores {Ifícrates} e {Eufrasina}, a que mudem seus {emplumados} chapéus pela humilde {cofia} de criados, para não só/sozinho assim proclamar um desejo de igualdade e solidariedade entre os homens, mas também para eliminar a tirania que exercem os senhores até seus escravos. O caso é que no fim aos novos criados não lhes satisfaz dito mudança e quereriam mudar inútilmente, pois mesmo sair de dita fatídica ilha não é fácil pelas frequentadoras e duras trovoadas, que por certo reproduziram {impresionantemente}.

A {quíntupla} atuação de tão treinado elenco resultou muito convincente, pela boa caracterização e pela mudável interpretação, nada fácil de ser feito, mas ao estar tão bem dirigidos, impactaram muito favoravelmente no público cacerenho, que usufruiu muito com esta atual parábola moral e política.

Se conclui que as companhias extremenhas estão triunfando paradoxalmente em sua terra e também que os clássicos, com boas adaptações e boas montagens, são de enraivecida atualidade: ou seja que seguem/continuam falando de nós, nos falam da nossa essência, que perdura {través} do tempo e que nos transcende, apesar de que ‘a mudança é firme/assine’, segundo {Corneille}, ou que o afã {quijotesco} de mudar o mundo, o essencial se mantém e segue/continua fazendo'ns refletir mesmo comover-nos.