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Condenados por abandonar e deixar morrer a quatro vacas

 

EFE CÁCERES
07/11/2019

O Tribunal do Penal Número 1 de Cáceres condenou a duas pessoas a uma pena de um ano e um dia de prisão por abandonar e deixar morrer quatro vacas, para além de «abandonar a sua sorte» ao resto de reses que tinha numa quinta situada no concelho de Logrosán (Cáceres). Segundo recolhe a sentença, os dois condenados eram responsáveis das vacas encerradas em dita quinta e apesar de conhecer as necessidades desses animais domésticos deixaram morrer a quatro reses por falta de alimentação e da dispensa dos cuidados necessários para sua sobrevivência.

Além disso, «abandonaram a sua sorte» ao resto dos bovinos sem acesso à comida desde o verão de 2017 até que judicialmente teve de intervir através do Câmara Municipal de Logrosán perante o iminente risco de que continuassem a morrer  um a um por essa ausência de atenção. Este facto supunha igualmente um perigo para a saúde pública, dado que o abandono dos cadáveres e a poluição das águas das quintas pela putrefação dos restos dos que iam morrendo na água e que não eram retirados pelos inculpados. As despesas ocasionados pelo abandono dos hastados e, concretamente, para assegurar sua saúde e conjurar o perigo existente para a saúde pública, ascenderam a 44.499,81 euros.

Além disso, o proprietário da quinta em que os acusados abandonaram aos animais teve que fazer frente a sua alimentação pondo a disposição deles seus próprios pastos, sem ter podido receber nem a rendimento correspondente a esses pastos, nem aproveitá-los economicamente, o que lhe proporcionou umas despesas de 14.073,40 euros. Os acusados e os prejudicados alcançaram com carácter prévio ao juízo um acordo de indemnizaçao, pelo que o proprietário da quinta recebeu 10.976,72 euros e 34.707,49 euros à Câmara Municipal de Logrosán.

A sentença incapacita-lhes para o direito de sufrágio passivo durante o tempo da condena e para o exercício de profissão, ofício ou comércio que tenha relação com os animais e para a posse de animais por tempo de três anos. Também lhe condena a seis meses de multa, com uma quota diária de seis euros. A sentença não é firme e contra a mesma cabe interpor recurso de apelação diante da Audiencia Provincial de Cáceres.