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A Câmara Municipal oferece duas parcelas a Cáritas para um novo centro de acolhimento

Permitirá alargar as praças/vagas e poder/conseguir abrir um centro de dia para pessoas sem lar. Uma junto à cadeia velha e a outra em Os Castelhano-leoneses. Estuda qual ficar

 

O diretor de Cáritas e a Educadora Social do Centro Vida junto a alguns dos residentes. - ANTONIO MARTÍN

SIRA RUMBO
25/10/2019

El Câmara Municipal tem oferecido a Cáritas duas parcelas para construir um novo centro de acolhimento que lhes permita alargar as praças/vagas e os serviços. Encontram-se junto à cadeia velha e em Os Castelhano-leoneses, justo na rotunda do hotel V Centenário. Por enquanto a {oenegé} estuda qual delas é a mais apropriada para executar o projeto que tem concebido. «Vamos a fazer um estudo largo de cada uma delas para valorizar qual é a que mais se adequa ao tipo de centro que queremos fazer», explicou ontem o diretor de Cáritas Diocesana de Coria-Cáceres, {Damián} Jesús Niso.

Hoje não existe um projeto definitivo mas o coletivo sim tem claras umas ideias básicas: Necessita alargar o número de praças/vagas do centro de acolhimento e passar, pelo menos, a 20 ou 25 (nestes momentos tem 16 camas) e abrir um centro de dia no qual poder/conseguir atender a as pessoas sem recursos embora depois não se fiquem a dormir. El seguinte passo será procurar financiamento, para o que já se reuniram com o conselheiro de Saúde e Políticas Sociais, José María Vergeles, e com a vereadora de Assuntos Sociais, María José Pulido. Ambas administrações lhes têm estendido a mão. «Levamos anos querendo abrir um novo centro e agora sim se pode dizer que estamos em negociações para construí-lo», explicou ontem o diretor de Cáritas Diocesana, embora não oferece prazos para o começo da execução.

A necessidade de um centro maior se tem posto de manifesto em várias ocasiões, sobretudo porque o localizado junto à estação de {Renfe} sempre está quase ao 100% de ocupação. Segundo os dados oferecidos ontem pela Educadora Social, Luzia {Borrella}, no que vai de ano passaram por ali 256 pessoas, 35 mais que em todo o 2018. Um 86% são homens e a maioria (o 82%) de nacionalidade espanhola (o 40% procede de diferentes pontos da região, o 16% de Andaluzia e o 7% de Madrid e Catalunha). Também se tem atendido a imigrantes de Europa (o 56%) e de Marrocos (o 20%).

Os residentes têm entre 40 e 60 anos, que são as pessoas com maior dificuldade para conseguir um emprego, prestações económicas, aceder a recursos… e, em definitiva, com mais problemas para sair do {sinhogarismo}. A maioria possui estudos primários (o 66%), embora chama a atenção que um 18% dos que passaram neste ano pelo centro contava com estudos superiores. Quanto a seu estado civil, o 70% são solteiros ou separados, com apenas vínculos familiares, situação que incrementa o sentimento de solidão, isolamento e desenraizamento. Além disso, um 51 % sofre algum tipo de doença mental, e o 42 % tem sofrido ou sofre alguma dependencia. El 67% está no desemprego.

Para {visibilizar} a situação destas pessoas Cáritas organizou ontem um flash {mob} em São Juan e no domingo levar a cabo uma rota caminhante pelos arredores de Cáceres (as inscrições se podem realizar em {Sport} {Nómada}, na rua Argentina).