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Cáceres fica sem solução para melhorar seu abastecimento de água

A empresa de Portagem renúncia, o que evidencia o fracasso da que ia ser a solução definitiva. Coincide com um momento crítico no albufeira de Alcántara, que é donde bebe a cidade

 

Colocação da primeira tubagem do transvase de Portagem faz mais duma década. - FRANCIS VILLEGAS

JOSÉ LUIS BERMEJO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
24/10/2019

El Ministerio para la {Transición} {Ecológica} confirmó ayer que la empresa a la que se adjudicó la obra del trasvase de {Portaje} ha solicitado la resolución del contrato. Sua adjudicação se produziu faz doze anos. Esta petição/pedido põe em evidencia o fracasso da que ia ser a solução definitiva para melhorar o abastecimento de água à cidade. E coincide com o albufeira de Alcántara numa taxa na qual se baixa mais não se poderá transvasar água até ao albufeira do {Guadiloba}, que tem água para menos de um ano.

El ministério informou ontem a este diário/jornal de que a empresa {constratista}, uma {Ute} que constituíram {Sando} e {Befesa}, solicitou no passado mês de Agosto a resolução do contrato e que já se iniciou o processo. E detalhou o processo a seguir/continuar, que se prolongará meses: é preciso que relatório/informe a Confederação Hidrográfica do Tejo ({CHT}), que se dê audiência ao empreiteiro, que resolva o Conselho de Obras Públicas e o Conselho de Estado para que finalmente seja o Conselho de Ministros o que autorize a resolução.

A informação do ministério é uma resposta a perguntas deste diário/jornal sobre/em relação a se já se tinha encontrado uma solução ao passo da condução desde Portagem dos rios Tejo e {Almonte}, que era o principal inconveniente da obra, e se não era assim se ia a desistir do transvase de água desde Portagem por seu custo ou inviabilidade. Na resposta não se diz de forma expressa que já se tenha desistido do transvase de Portagem, mas a renúncia da empresa ao contrato e o tempo decorrido, já são mais de quatorze anos, evidenciam que Cáceres fica sem este transvase, que em 2005 se apresentou como a solução definitiva ao abastecimento, já que a toma de Portagem se completava com outra no Gabriel e Galã.

¿Que passará a partir de agora? El ministério remeteu ontem em sua resposta à {CHT} que «no quadro de elaboração dos planos {hidrólogicos} do seguinte ciclo, que terão que ser aprovados em 2021, está analisando as diferentes alternativas». Isto é, até ao 2021. A Confederação não respondeu ontem às perguntas deste diário/jornal sobre/em relação a seus planos para o abastecimento de Cáceres.

El contrato se adjudicou em 2007 por um montante de 40,4 milhões de euros. Depois se fez um modificado e um projeto de obras complementares que incrementaram em 20 milhões seu custo.

ANTECEDENTES / No quadro junto -cronologia- se explicam as principais datas desta obra desde 2005. Mas para entender melhor a situação atual temos de partir de 1971, quando entra em serviço o {Guadiloba}, um albufeira que já nasceu pequeno. Em 1992 a situação era tão crítica que teve que fazer um transvase de urgência para trazer água ao {Guadiloba} desde uma toma no {Almonte}, que pega a água da cauda do albufeira de Alcántara. Em 2002, a {CHT} já apresentou o primeiro documento para as obras necessárias que garantissem o abastecimento à cidade e se apresentou uma presa no {Almonte} ou o {Tamuja}. Mas em 2005 a declaração de impacto ambiental do projeto de regulação do rio {Almonte} enterrou a presa tanto/golo no {Almonte} como no {Tamuja}. Foi nessa altura quando se propôs transvasar a água desde Portagem com uma toma do albufeira de Gabriel e Galã por se fora necessário aumentar a capacidade. El transvase desde Portagem ia ser a solução definitiva.

Hoje do transvase de Portagem só/sozinho se sabe que a empresa que o tinha que terminar tem renunciado e que a solução de emergência que se fez em 1992 é com a que hoje se segue/continua abastecendo a cidade. Esse transvase de água desde {Almonte} (albufeira de Alcántara) ao {Guadiloba} não é uma solução que dê todas as garantias. A prova é o que passa estes dias, nos que se está mantendo ‘com pinças’ sua taxa acima da 194 (ontem até as 20.00 horas oscilou entre a 194,01 e a 194,02). Se se baixa desse nível, Cáceres entra em prealerta de seca; e se baixa à taxa 192, Cáceres fica sem transvase do albufeira de Alcántara e com a água que agora há no {Guadiloba} só/sozinho teria fornecimento para uns dez meses.

Desde a Câmara Municipal se confirmou ontem que em breves datas se porá em marcha uma campanha de poupança de água.