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«A meus alunos lhes dizia que o maior ato de rebeldia que podiam fazer era aprender»

 

«A meus alunos lhes dizia que o maior ato de rebeldia que podiam fazer era aprender» - FRANCIS VILLEGAS

ALBERTO MANZANO caceres@extremadura.elperiodico.com CACERES
23/11/2019

Medio Cáceres ha pasado por sus aulas en el {Instituto} Norba Caesarina. Argumenta que graças às matemáticas se constroem aviões, o homem chegou à Lua e hoje as casas têm {wifi}. Mas sobretudo, acredita que esta ciência ajuda ao ser humano a cultivar o pensamento. Sabino Vaquero Mariscal, professor jubilado que herdou de os seus pais a capacidade de esforço, não perde o bom humor, dom de gentes e esse carácter reivindicativo que faziam singulares suas classes. Face à manipulação, defende que o maior ato de rebeldia de um aluno é aprender.

-¿Um bom professor é o que programa muitos ou poucos exames?

-Punha um cada tema e depois fazia um final (a esse só/sozinho tinha que apresentar-se quem tivesse algo pendente). O exame é uma ferramenta muito boa para comprovar se teus alunos têm aprendido e para saber se {has} {acertado}. No fundo, no exame não somente os {evalúas} a eles, mas a ti mesmo.

-¿Que requisitos deve ter um docente?

-Paciência, clareza, domínio e amor pela matéria. Também é muito importante o acordo/compromisso de estar firmemente convencido de que o que faz é valioso. E o entusiasmo, porque não basta com dar a cadeira, mas deve contagiar a os seus alunos o gosto pela disciplina e aprender-la.

-¿Deveres sim ou não?

 -Deveres mau estruturados, excessivos e que os façam os pais, não. Mas se são proporcionados e servem para que ao estudante lhe surjam dúvidas e reforce o que tem visto em classe, sim. Em matemáticas convem fazê-los.

-¿As matemáticas que se ensinam nas escolas são as que se necessitam para o dia-a-dia?

-O fundamental que um aprende é a capacidade de pensar. Naturalmente, de tudo o que nos ensinam há coisas que podemos utilizar/empregar no dia-a-dia, como por exemplo manejar o dinheiro. É o que {llamamos} as matemáticas funcionais, que são o pilar necessário para aprender as mais complexas, as que nos permitem fazer voar aviões, enviar a seres humanos ao espaço e ter {wifi}. 

-¿A escola não deveria ser um lugar onde passá-lo bem enquanto se estuda? 

-A satisfação deve estar vinculada ao conteúdo: entrar numa classe e que te contem algo que não {sabías}. Para entender uma nova matéria temos de fazer um esforço e requer trabalho. Não pode ser um troça ou uma festa. É impossível aprender bem sem que tenha um ordem/disposição na sala de aula.

-¿Como recorda sua escola?

-Em {Torrecillas} da Tiesa, com dom Adrián, que era de Abertura. Existia uma metodologia de ensino exigente, baseada na {celebérrima} enciclopédia intuitiva, sintética e prática do professor {Álvarez}. Era uma escola com {catón}, {pizarrín}, {plumier}, {baby} e leite em pó que nos davam nos recreios e que a mim não me gostava (risos).

-Alguns dizem que não faz falta memorizar tendo Google...

-A memória temos de exercitá-la. O primeiro que fazia no instituto/liceu era explicar o número {pi}. Os alunos respondiam que era o 3,14. No entanto, para que {aprendieran} as 22 primeiras cifras do mesmo, lhes recitava esta poesia que me ensinaram na {mili}: ‘Sou e serei a todos {definible}. Meu nome tenho que dar-vos, quociente diametral sempre {inmedible}, sou dos redondos aros’. Se {realizas} o cômputo de letras que tem cada palavra te saem as 22 primeiras cifras do número {pi}, que é o número de vezes que a cumprimento duma circunferência contém a seu diâmetro. Uma calculadora só/sozinho te dá as oito primeiras cifras, a poesia te dá 22.

-¿Que acha sobre/em relação a a substituição dos livros pelas {tablets}?

-Penso que temos de adaptar-se aos novos tempos; já não vamos em burro de aqui a Trujillo (risos).

-¿Como tirar as melhores capacidades dos alunos?

-Não acredito/acho que todos devam avançar ao mesmo ritmo, isso é algo impossível. Fica em mãos do professor analisar como pode gerir suas classes, de forma que todos aprendam o suficiente e encontrem reptos/objetivos e desafios; que os companheiros sejam seu próprio modelo.

Para mim a base da escola pública é que cada um dos estudantes desenvolvam ao máximo suas capacidades e apoiar-los no que necessitem.

-¿E repetir curso?

-Às vezes serve e às vezes não. {Repetí} um curso e não passou nada, ao contrário, me ajudou (sorri).

-A última pergunta para terminar esta entrevista ¿Que receita daria para o êxito escolar?

-A meus alunos adolescentes lhes costumava dizer que o maior ato de rebeldia que podiam fazer era aprender, porque convertendo-se em pessoas cultas e formadas iam ser muito mais difíceis de manipular. Não há nada mais estimulante para um mesmo que ver que aprendes e {progresas}.