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«A fronteira já não é uma linha mas um lugar no qual se vulneram direitos»

 

«A fronteira já não é uma linha mas um lugar no qual se vulneram direitos» - EL PERIÓDICO

GEMA GUERRA
25/10/2019

Helénica {Maleno} (O {Ejido}, 1970) leva décadas na luta pelos direitos humanos. A ativista é especialista em migrações e fundou faz mais de quinze anos o coletivo Caminhando fronteiras. Vive desde 2001 em Marrocos e em 2017 foi acusada pela justiça de Marrocos de tráfico de personas por fazer chamadas a salvamento marítimo para que {rescatara} a migrantes que se encontravam em perigo no mar. Se enfrentava a uma pena que podia derivar mesmo na prisão perpetua e seu caso se {viralizó} a nível internacional com campanhas de apoio por parte de todos os sectores para pedir sua absolvição. Finalmente seu causa foi arquivada este mesmo ano em Março.

A ativista viaja este sábado a Cáceres para oferecer uma palestra no primeiro Quórum Global Extremadura, um encontro organizado pela coordenadora de {oenegés} extremenha no qual se abordarão temas como o futuro do planeta, feminismos e desigualdades, o recuo democrático, o ódio xenófobo, homófobo, machista e racista. No congresso se têm inscrito já 170 pessoas e associações e conta com o apoio de assembleia provincial e da agência de cooperação para o desenvolvimento. Em sua palestra, {Maleno} falará sobre/em relação a a mobilidade humana e migrações e sobre/em relação a sua própria experiência. E das fronteiras. «Já não é uma linha, é um lugar no qual se vulneram os direitos», expõe em declarações a este diário/jornal prévias ao congresso.

Nesse sentido, esgrime que a situação atual é a consequência das «{necropolíticas}» dos governos de todo o mundo que, segundo sua perspectiva, «{criminalizan}» aos defensores dos direitos humanos, uma questão na qual já fez finca-pé um {relator} da Organização de Nações Unidas em 2018. «Eu saí absolvida mas o {hostigamiento} não para», põe a manifesto. Decidiu enfrentar-se às acusações porque «estavam em jogo muitos direitos» e sustenta que queriam usar seu caso como «{ejemplarizante}». Assegura, nesse sentido, que se ganhou graças ao apoio duma comunidade transversal e foi «uma vitória» coletiva, em qualquer caso, incide em que hoje seus direitos não foram «reintegrados». Em relação, expõe que «a contínua repressão faz {mella}» na hora de dedicar-se a defender direitos humanos e põe o foco também na Europa. «Aqui temos a lei {mordaza}, os despejos». Em qualquer caso, se reafirma em o seu trabalho e expõe que «agora mais que nunca» é necessário {tejer} redes de residência contra esta política e «para defender a vida».