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190 mulheres contam com medidas de proteção por maltrato na cidade

Também aumentam as denúncias: Até Outubro se tinham posto 98, quando em todo o 2018 foram 103. O serviço municipal de igualdade e violência de género atende e assessora a estas vítimas desde o {Valhondo}

 

Rosa Ceballos, {Alfonsi} {Tejeda}, Mar {Arranz}, {Marta} {Mogedano} e Vicente Cortijo são os encarregados de gerir os serviços de igualdade da Câmara Municipal. - FRANCIS VILLEGAS

SIRA RUMBO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
23/11/2019

En estes momentos 190 mulheres têm ativas ordens de proteção por violência de género no concelho de Cáceres (na cidade, na entidade local menor de Valdesalor e nas freguesias de Canto de {Ballesteros} e Estação Arroyo-{Malpartida}). O número tem crescido mais de um 20% em relação ao ano passado quando contavam com estas medidas 158 vítimas. Aumentaram também as denúncias interpostas. Segundo os dados da Subdelegação do Governo até Outubro se tinham posto 98, enquanto em todo o 2018 se denunciaram 103 casos. E se espera que a cifra cresça de aqui a final de ano já que, segundo os peritos, a Natal é um dos períodos nos que mais casos se detetam (também o verão e se deve a que são datas de reuniões familiares). Além disso na cidade 12 cacerenhas utilizam o serviço de teleassistência, um telemóvel que elas ativam no caso de estar em situação de perigo. O terminal nesse momento se põe em contacto com Cruz Roja que ativa diretamente os protocolos necessários e avisa à polícia.

Todas estas mulheres são atendidas pelos serviços de igualdade e violência de género da Câmara Municipal (localizados no prédio {Valhondo}), formados pela escritório de igualdade, o ponto de atenção psicológica e o Serviço Integral de Recuperação e acompanhamento (SIRA). O ponto de partida é o escritório, desde onde realiza-se um seguimento para previr que as ordens cumprem-se para além de funções de aconselhamiento em todos os âmbitos. Aqui se encarregam também de dar-lhes a conhecer as ajudas públicas às que têm direito (como atenção social ou ajuda económica), para além de oferecer-los aconselhamiento jurídico e de informar-lhes de seus direitos laborais.

RECEBEM ATENÇÃO PSICOLÓGICA / As derivam também ao ponto de atenção psicológica, onde se lhes oferecem as pautas para abordar a situação de casal/par que vivem e levam a cabo uma intervenção para trabalhamos/trabalhámos o dano psicológico causado. Vão sobretudo com ansiedade, depressão e deterioração cognitiva. No que vai de ano receberam esta atenção psicológica 85 mulheres (em todo o 2018 foram 90). Do mesmo modo, as vítimas com um nível de afetação maior são derivadas ao serviço de recuperação integral, onde realizam-se terapias de grupo que lhes ajudam a recuperar e reorganizar sua vida. Aqui trabalham, além disso, para travar os problemas de sono/sonho e físicos, comuns nas mulheres maltratadas. Realizam uma sessão diária de duas horas, em grupos de umas oito vítimas no máximo.

Nestes serviços municipais atendem desde adolescentes a partir de 16 anos (as menores dessa idade são atendidas pelos serviços de menores, onde chegam vítimas de até 12 anos) até mulheres adultas que superam os 70. «Muitas mulheres levam toda a vida sendo maltratadas e um dia decidem que acabou-se e se decidem a pedir ajuda. Aqui pode vir qualquer pessoa», explicam os trabalhadores do serviço.

Não existe um perfil destas mulheres porque, infelizmente, à violência de género estamos expostas todas as mulheres, de todas as nacionalidades e de todas as camadas sociais. O que sim se chama a atenção que cada vez vão adolescentes mais jovens. Por isso, desde este escritório, leva-se a cabo também uma lavor/trabalho de prevenção nas escolas e institutos da cidade onde realizam conversas com o objetivo de educar em igualdade aos adolescentes e que aprendam a eliminar os {roles} e os estereótipos.

«O problema é que segue/continua tendo {machismo} porque a educação continua a ser bastante machista. Vivemos numa sociedade na qual se valoriza mais estar acima do outro; se valoriza mais o controlar ao outro e a sensação de que alguém te pertence e o {machismo} é isso: uma ideologia na qual se acreditam que eu sou mais porque sou tio» afirma o psicólogo desta escritório, Vicente Cortijo Rubio.

os sinais de alarma / Nessas conversas se lhes oferecem pistas para reconhecer as relações de maltrato. De facto algumas vítimas têm descoberto que o eram a causa de as mesmas. «Tudo começa por um controlo dos movimentos, das amizades, dos horários, do telefone, da roupa que te {pones}, das visitas à família,... Os agressores exercem esse controlo e esse domínio para garantir uma superiodidade na casal/par», explica {Marta} {Mogedano}, da escritório de Igualdade.

O psicólogo insiste: «Não superámos os problemas da sociedade tradicional porque continuamos mantendo os {roles}. Mais do 90% das mulheres dedicam duas horas e média/meia mais de trabalho ao dia fazendo trabalhos de casa. Sim que temos a perceção de igualdade e leis mas os {roles} seguem/continuam existindo». O que mudou, acrescenta sua companheira Rosa Ceballos, é o meio no qual se expõem esses estereótipos: «Agora se utilizam as redes sociais para exigir às mulheres que sejam sensuais para seu usufrua sexual».

Para travar isto, desde o escritório de igualdade puseram-se em marcha também os ‘pontos violetas’, presentes em todas as atividades de lazer noturno e onde se atende a vítimas e se oferece informação, tanto/golo a homens como a mulheres. «O {machismo} não é uma questão de mulheres contra homens, mas lutar contra ele é básico para conseguir os mesmos direitos», sustenta Vicente Cortijo.