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O ‘bairro sem nome’ desperta para lutar por dotações dignas

Os residentes criam/acreditem uma plataforma e o batizam numa sondagem como ‘Bairro da Praça de Touros’. Têm problemas com as zonas verdes, o trânsito, as bases dos blocos e a falta de elevadores

 

Nas ruas temos de alargar as passeios para pôr elevadores isentos. - FOTOS: CEDIDAS / LOLA LUCEÑO

Plano do bairro, face à praça de touros, formada pelas ruas Delícias, Alcántara, Plasencia, Coria e Moraleja. - FOTOS: CEDIDAS / LOLA LUCEÑO

LOLA LUCEÑO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
15/04/2019

Los blocos se entregaram faz precisamente 60 anos (1959) e hoje ocupam um lugar centralizador junto à avenida das Delícias, uma das mais transitadas de Cáceres, e a poucos passos de um monumento catalogado Bem de Interesse/juro Cultural como a praça de touros. Por outro lado, suas dotações e sua manutenção não foram os desejados: falta de acessibilidade nos prédios (os 150 apartamentos não têm elevador), desníveis que deixam ao ar parte das cimentações, {terraplenes} que enchem as ruas de terra, desajustes no trânsito... Los residentes acabam de despertar com a criação duma plataforma de vizinhos. De figurar como ‘bairro sem nome’ nos orçamentos participativos de 2018, passaram a denominar-se ‘Bairro da Praça de Touros’ e já se movem para conseguir o que necessitam.

As 15 comunidades urbanizações, cada uma de cinco alturas, foram construídas pela Delegação Nacional de Sindicatos, Grupo José Antonio. «Por nessa altura pagava 316 pesetas ao mês», recorda Jesús Cortés, um dos fundadores da plataforma e seu porta-voz. Com a chegada da democracia, as 150 habitações passaram a ser propriedade da Junta de Extremadura, que mudou as antenas individuais por coletivas e vendeu os apartamentos a seus inquilinos faz três décadas. A Câmara Municipal também arranjou as ruas, mas durante anos os vizinhos/moradores têm {echado} de menos mais atenção ao bairro.

Em 2018, alguns residentes decidiram mobilizar-se e começaram por realizar uma sondagem sobre/em relação a as necessidades prioritárias e também por procurar um nome à zona. Teve coincidência maioritária: Bairro da Praça de Touros (já o registaram na Câmara Municipal). É certo que o coletivo tradicionalmente se tem vinculado a São Blas, mas os vizinhos/moradores entendem que têm umas carências muito definidas e portanto precisam uma plataforma concreta/concretiza.

DEZENAS DE ESCADAS / A necessidade de instalar elevadores foi uma das procuras reiteradas nas sondagens. Los inquilinos sofrem as dificuldades (há pessoas de avançada idade) e esta carência além disso repercute nos preços de venda e aluguer dos apartamentos, alguns já vazios (ter elevador eleva o preço à volta de um 30%). Há quem tem instalado roldanas para subir a compra. Por tudo isso, a plataforma se tem posto mãos à obra e já tem conseguido a visita da presidenta da Câmara Municipal, Elena Nevado. Em consequência, a Câmara Municipal acaba de alargar o acerado duma primeira rua em mais de dois metros parar poder/conseguir instalar elevadores através de uma estrutura exterior aos prédios. Los vizinhos/moradores esperam que estas obras se alarguem ao resto das ruas (a ser possibilismo sem eliminar estacionamentos) e que se rematem os novos acerados com {bolardos} e ladrilhos, em lugar do cimento polido que se deixou no primeiro.

A solução integral para estes prédios (seis blocos com quinze portais), que se distribuem ao longo/comprido das ruas Delícias, Alcántara, Plasencia e Coria, foi facilitada mediante um extensivo e detalhado relatório/informe pela {OTAEX} (Escritório Técnico de Acessibilidade da Extremadura), sem custo para os vizinhos/moradores. Apresenta uma alternativa muito utilizada em prédios sem possibilidade de espaço interior, consistente em tirar o corpo do elevador do bloco mediante a ocupação de parte da passeio/calçada. A Associação para a Atenção e a Integração Social das Pessoas com Deficiência Física da Extremadura (Apamex), impulsora de {OTAEX} para além da Junta, também mostrou sua colaboração e apoio aos vizinhos/moradores. A UE dispõe de fundos para atualizar prédios construídos antes de 1965, geridos através das comunidades autónomas, que poderiam aproveitar-se para esta e outras necessidades do bairro.

Avançados os trâmites, agora cada comunidade deverá decidir se põe ou não elevador em seu prédio. Terão obrigação se há um inquilino maior de 70 anos ou um residente com deficiência. Para o resto de blocos é voluntário. Los vizinhos/moradores foram informados de que os subsídios podem chegar a financiar até um 70%. Em blocos similares situados no bairro de {Pinilla} já se têm adotado estas soluções.

TUBAGENS AO AR / Mas a zona tem outras deficiências. A mais patente é o nível das cimentações, que aos poucos vão ficando ao ar. Ditos blocos estão situados junto a pequenos {terraplenes} de terra (porque o bairro se alta sobre/em relação a um pronunciado desnível), que ao ir cedendo estão deixando ao descoberto elementos que inicialmente encontravam-se soterrados (ver fotos). Isto tem provocado a falência dalgumas estruturas. As {bajantes} também se ficaram completamente ao ar nalguns troços, o que provoca a saída dalguns roedores. Há outros elementos das fachadas que também sofrem gretas e deslocações. «Para nós trata-se de uma questão de grande importância», sublinha Jesús Cortés, porta-voz da plataforma.

Los vizinhos/moradores desconhecem como proceder neste sentido e temem que alguns blocos não superem a Inspeção Técnica de Prédios ({ITE}) que devem passar os imóveis de mais de 45 anos. Por isso solicitam o apoio das instituições, a fim de que lhes orientem sobre/em relação a que caminho tomar para pôr remédio à situação. «Los técnicos poderiam concretizar o problema e apresentar-nos uma solução», indica o representante.

TERRA SEM CONTENÇÃO / Estes {terraplenes} apresentam outro inconveniente em seu parte inferior, a pé de rua. Ao não ter nenhuma contenção, a terra vai-se aos poucos deslocando até o asfalto, o que provoca o problema anterior e além disso uma sujidade contínua nas ruas. «Temos proposto à Câmara Municipal instalar uns {muretes} que travem a queda/redução da terra. Além disso, boa parte dos {terraplenes} se poderiam cobrir com betão impresso. Assim se poria fim a estas situações», assinala.

Existe outro problema sério com as velhas escadas de granito que comunicam umas ruas com outras. Há quatro ao todo para salvar os desníveis sobre/em relação a os que se localiza o bairro. O próprio estudo da {OTAEX} chama a atenção sobre/em relação a seu estado: {peldaños} afundados, «importantes irregularidades devido a problemas de colonato do terreno», sem «contraste cromático entre pegada/marca e {tabica}», sem «sinalização no borda da pegada/marca», {tabicas} a «diferente altura», sem «{pasamanos} laterais»... Em definitiva, estas escadas podem provocar «problemas de estabilidade e originar quedas». Jesús Cortés explica que o problema já foi comunicado à Câmara Municipal.

De facto, desde a câmara municipal não têm descartado intervir e instalar grades. Além disso, o Governo municipal acaba de estrear um parque biosaudável na zona e tem intermediado com o Ministério de Fomento para a instalação duma grade no limite da avenida das Delícias com o bairro, a fim de ir salvando um desnível pronunciado.

Mas o ribanceira entre dita avenida e a primeira rua do bairro continua em mau estado. «Se chegaram a verter escombros e a Câmara Municipal vai plantando palmeiras que nunca se regam e que acabam-se secando», lamenta Jesús Cortés, assinalando dois palmeiras que resistem em mau estado e os restos doutras que tiveram pior sorte. É certo tratar-se duma faixa muito transitada, antessala do bairro, de modo que os vizinhos/moradores pedem maior atenção.

UM TRÂNSITO SEM RODEIOS / Além disso, os residentes demandam uma mudança de circulação/trânsito na zona. Atualmente as duas ruas que circunvalam o bairro, tanto/golo Delícias como Moraleja, só/sozinho conduzem até São Blas, de modo que quem deseje voltar à parte superior não pode fazê-lo e deve dar a volta por Ceclavín, São Justo e {Margallo}, para voltar a esperar os semáforos da praça/vaga de Touros, «um caos». Por isso propõem uma mudança de sentido que permita subir de novo pela traseira da rua Coria até a rua Delícias, que pouparia muitas deslocações aos residentes. «Também se o temos transmitido à presidenta da Câmara Municipal», matiza/precisa Jesús Cortés.

«Sou adepto taurino e faz uns 25 anos fui a ver a alternativa de Emilio Rey a Mérida --relata--. À volta de aquela praça/vaga tudo eram {descampados}. Há/faz pouco {volví} à zona e senti uma inveja sara, tudo alcatroado, tudo ordenado... E eu me {acordé} de meu bairro: ¿Como é possível que estando a dez minutos do centro, ao lado duma praça/vaga de 146 anos e de um novo urbanização, continue como se o tempo não tivesse passado?», {inquiere}. Por tudo isso, pedem às instituições que façam o possível por arrumar esta zona. «Vamos a trabalhamos/trabalhámos por isso, são 150 habitações e os vizinhos/moradores o merecem».