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Os rostos das cifras

 

07/11/2019

O trabalho que se realiza na diocese de maneira altruísta tem nomes e apelidos, os dos voluntários. Quatro deles aceitaram ontem partilhar sua experiência para pôr «rosto às cifras». Mari Carmen Medina está em Cáritas de Los Colorines, Teresa Llorente e Sara Gil visitam com os seus filhos a escola da Luz e Ricardo Cabezas leva muitos anos com a sua mulher e também com a sua filha na pastoral penitenciária.

Cabezas assinalou que mais além do acompanhamento dos internos na cadeia, colaboram com o apartamento de acolhimento de Cáritas para que possam sair os internos pendentes do terceiro grau que não vivem em Badajoz. Este voluntário acompanha aos presos para levá-los ao apartamento. Ontem recordava a experiência «impressionante» de faz uns dias, quando recolheu a um interno que levava quase 10 anos sem sair da cadeia. «O homem não sabia nem onde olhar», contou.

Teresa e Sara representam a um grupo de mães do Porta Palma El Tomillar que vão com os seus filhos dois dias à semana ao centro de educação especial La Luz. Ali estão com internos que não têm família, com os que partilham manualidades, desportos e até jogam ao bingo. Levam cinco anos realizando inclusão social «absoluta» com meninos desde 8 a 16 anos e a seus filhos «lhes dá responsabilidade, madurez e muitas virtudes, vencem a sua preguiça e são capazes de olhar a toda a gente sem excluir a ninguém, nos enriquece a todos», explicou Sara.

Mari Carmen leva mais de 6 anos no Gurugú e Los Colorines. Está em acolhimento e em oficinas para mulheres, com os que não só pretendem que aprendam, mas mostrar-los o mundo que existe fuera do bairro. Mari Carmen recebe mais do que dá, «porque aprendes muito das mulheres, apercebes-te da força que têm para sair da sua situação e te dão uma lição».