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Nacionalismos (e IX)

 

FERNANDO VALDÉS Arqueólogo
08/04/2019

Ponho fim a esta longa série não sem antes mencionar a certos movimentos aos que se chama «regionalistas», e que às vezes são nacionalismos em tom menor. Manejam em ocasiões argumentos {falaces}, com os mesmos falsos propósitos dos que escrevemos com maiúsculas. Alguns existem em Espanha desde antigo, mas não me cabe dúvida de que o chamado Estado das Autonomias lhes deu asas. E com elas à manipulação, que não é o mesmo que o sentimento. Vejam se não o falso mito de {Omar} b. {Hafsun}, o indígena rebelde contra Córdoba cujo enterro foi organizado para fazê-lo parecer cristão, sendo, como era, muçulmano. Se lhe tem utilizado como se fora um protoandaluz defensor dos direitos de um povo/vila e duma nação, a andaluza, tão míticos e falsos como os da Espanha eterna. Se tem pretendido {patrimonializar} tudo o legado cultural {andalusí} como se fora andaluz. E isto, claro está, não é o mesmo. A maior parte dos andaluzes não procedem dos {andalusíes} mas dos {repobladores} castelhanos e dos chegados depois. Entre eles muitos negros. {Sevilla} e Lisboa foram os dois centros negreiros mais importantes de Europa até que Inglaterra se fez com esse proveitoso negócio.

Aqui, na Extremadura, houve algum tentativa, acredito/acho que com pouco/bocado êxito, de exaltar ao famoso {Abd} ao-{Rahman} b. {Marwan} como uma sorte de protoextremenho, enfrentado aos emires {cordobeses} para defender os interesses de sua pátria. O tenho lido num trabalho académico que obteve boa nota. É absurdo completamente. As projeções históricas são sempre erróneas. De muitas coisas sabemos muito pouco/bocado e o {cúmulo} de circunstâncias às que tiveram de enfrentar-se esses personagens são irrepetíveis e intransferíveis. Envolvê-los agora em bandeiras inventadas, estrambóticas e ridículas e reivindicar-los como defensores de causas muito posteriores é absurdo. Alguém tem pendurado em {Wikipedia} que o negro da bandeira da Extremadura é pelos {aftasíes}. Dá riso. Nem tiveram bandeira conhecida, nem foram antecedente de nada do que passa agora aqui. Não todas as barbaridades históricas se expressam em nome dos grandes nacionalismos. Não lhe procuremos três pés ao gato. Agora sim. Fim