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A justiça dá a razão a Defesa nos {litigios} pela propriedade de {Sancha} Brava

A previsão do ministério é a alienação do quartel após segregar o Clube Desportivo Militar. Três famílias reclamaram seus direitos de {reversión} sobre/em relação a estes terrenos mas já há sentenças firmes

 

Uma das entradas do quartel. - S. GARCÍA

Vista geral de interior das instalações do quartel de {Sancha} Brava. - A CRÓNICA

A. M. ROMASANTA
08/04/2019

O Ministério da Defesa esteve muito tempo com as mãos atadas para pode dispor do quartel de {Sancha} Brava de Badajoz, situado na estrada de {Valverde}, cujas instalações foram abandonadas em 1999 pelo Regimento Castela 16 para mudar-se à base de Bótoa. Quando faz muito tempo teve planos sobre/em relação a estes terrenos, da Câmara Municipal (que considerou a possibilidade de transferir a este lugar o parque municipal de bombeiros, antes de edificar o novo em O {Nevero}) e de iniciativas privadas, a resposta do ministério foi que estava pendente de sentenças judiciais devido a que três famílias reclamaram seus direitos de {reversión} sobre/em relação a estes terrenos como antigos proprietários. A situação mudou. Segundo confirmou Defesa, «este {litigio} encontra-se concluído por sentenças firmes favoráveis ao ministério».

As mesmas fontes informaram de que na atualidade se está acometendo o agrupamento das quintas que compõem o quartel e a segregação da parte que ocupa o Clube Desportivo Militar, que continua afetado ao Ministério da Defesa. Como está a acontecer com outras propriedades militares, os planos do Instituto/liceu de Habitação, Infraestruturas e Equipamento de Defesa ({Invied}) sobre/em relação a o futuro deste aquartelamento é a alienação, pelos procedimentos que estabelecem os estatutos deste organismo autónomo/trabalhador independente relativamente às propriedades {desafectadas} e ocasos a sua disposição (Real Decreto 1080/2017, de 29 de Dezembro). Na altura própria, Defesa já assinalou que quando pudesse dispor dos terrenos esperava chegar a acordos com administrações para evitar a especulação em chão público. Nos últimos anos não têm transcendido mais planos sobre/em relação a estas {instalacionees}, que ocupam à volta de 100 hectares de campo e 10 de aquartelamento.

{Sancha} Brava era inicialmente um campo de exercício de tiro e instrução e recebe o nome da caminho para os rebanhos onde se situa. Existe constância de que se usava desde finais do século XIX. O quartel se começou a edificar em 1965 para acolher ao Regimento Castela, que se transferiu desde o aquartelamento de Menacho, porque tinha sido dotado de material pesado (carros de combate e transportes de cadeias) e na estrada de {Valverde} poderia dispor de espaço suficiente para manobras. As instalações começaram a edificar-se coincidindo com uma reforma interna do Exército, que tirou os quarteis fuera das cidades.

{Sancha} Brava foi desenhado como um dos quarteis mais modernos de sua época. Dispunha de salão de atos adaptado para projeções de cinema e representações teatrais e era o de maior capacidade da cidade, com 1.100 poltronas. Foi dotado de fornecimento de água, eletricidade, dispunha de oficinas, estacionamentos, estojo de primeiros socorros, campo de desporto, piscina, depuradora, galeria de tiro, pistas de aplicação, cozinhas e sala de jantar para pelo menos 1.500 pessoas, uma pequena residência para chefias e até capela. Em 1999 o Exército substituiu os quarteis por grandes bases militares, o que supôs também o fecho dos de Plasencia e Mérida.

Defesa assegura que os terrenos de {Sancha} Brava estão vigiados. Isso não evita sua deterioração pelo passo o tempo e pode que, 20 anos depois, seja o momento de debater sobre o seu futuro. O historiador militar Álvaro Meléndez destaca as «possibilidades extraordinárias» destas instalações e propõe seu uso como dotação pública. Assim, sugere que poderia funcionar como albergue para visitantes ou de acolhimento ou com espaços de ensaio para grupos de Carnaval ou de música, pois dada sua distância ao caso urbano, seu ruído não incomodaria.