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Jornalistas

 

ROSALÍA PERERA GUTIÉRREZ Abogada
08/05/2019

O Congresso não poderá fazer nenhuma lei em relação ao estabelecimento da religião, nem proibindo a livre prática da mesma, nem limitando a liberdade de expressão, nem de imprensa», reza a Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos. O 3 de Maio celebra-se o dia da liberdade de imprensa e perante o assassinato de um jornalista mais, justo nessa madrugada, um não pode deixar de {recordar} esse texto, bonito, que {engalana} e dá sentido à fachada do {Newseum}. A avenida de {Pennsylvania} une a Casa Branca e o {Capitolio}. É essa linha perfeita, limpa e majestosa que parece percorrer como uma artéria os dois extremos de um mesmo corpo. A chamam a rua principal de América e passeando-la um emudece, insignificante neste cenário da História. Imaginando aos homens que a percorreram, de que foram testemunhas seus prédios. As passeios estão povoadas de luzes e sombras, não só/sozinho do piscadela que fazem os olhos jogando entre as folhas dos cerejeiras. Na memória, no passado e no presente se {ciernen}, como abutres com asas estendidas que tapam o sol, nomes que só/sozinho com pronunciá-los sujam a boca. E tingem de vergonha. Outros tão grandes transbordam os lábios, com os que embebedar-se de admiração e agradecimento. Se uma pessoa dobra o plano encontra-se, não demasiado longe do prédio do {Watergate}, o Museu da Imprensa, como se sua situação não fosse fruto do {azar}, mas fosse com premeditação um farol, um foco que vigia, que supervisiona, que combate as trevas do poder/conseguir. Quando se transferem as suas portas e se acede ao vestíbulo de vidro, o dia entra a {raudales}. Mesmo nas tardes nubladas os olhos permanecem abertos. Combatem a trovoada mais escura os ‘{teleprompter}’, ecrãs contínuos de notícias sem descanso/intervalo. Crónicas instantâneas e ao vivo do mundo. Reviravolta de novidades, de conhecimento, de ideias, sem pestanejar e sem interrupção. Sem suspiro. Sem queixa. Detrás de cada uma delas há um jornalista que tem observado, que está diante do desastre, que ouve o discurso, que destapa uma trama, que fotografia o medo, que desenha a interrogação e às vezes a resposta. Detrás estão os que por isso foram ameaçados, os que foram represaliados, os expulsados do negócio, os incómodos, os detidos, os encarcerados, os que figuram no memorial de desaparecidos, mortos, {ajusticiados}. Os traços do muro de Berlín, a antena do {World} {Trade} {Center}, os {Pulitzer}, as vinhetas certeiras, as fotografias que num segundo retratam a guerra, uma época, a dor, o amor, o homem... se {yerguen} e se alta a voz, pronunciando-se a liberdade como uma bandeira sem cor, nem escudo, sem idioma.