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Inúteis

 

MARÍA ORTIZ Periodista
04/01/2019

Que o ano novo {comenzara} na Extremadura com dezenas de extremenhos, entre os que tinha mesmo meninos, encerrados num comboio, em metade do campo, a escuras, de madrugada e sem aquecimento, fez saltar todos as alarmes.

Mais de um extremenho tomou-se as uvas com o desejo de que se solucionem os graves problemas que sofre o comboio na Extremadura e a primeira badalada, por dizê-lo duma maneira gráfica, lhe deu em toda a frente. E se nota que o copo da indignação e também, naturalmente, a chegada das eleições está perto, porque as declarações duns e outros subiram muitos decibeis nesta semana. Punha o dedo na {llaga} o diretor-geral de transportes da Junta de Extremadura, o senhor González, chamando «inúteis» aos de {Renfe} pela gestão das incidências. E nenhum de seus chefe na Junta de Extremadura lhe têm retificado. Claro, que nesse terreno é melhor não entrar porque a pergunta correta seria: ¿quem de todos os que têm ou têm tido a responsabilidade de gerir os problemas das nossas infraestruturas é o mais inútil?

No fim será o famoso mecânico que querem pôr em cada comboio o que tenha a culpa de tudo. Já o verão. Esse coitado do homem, com seu pasta de ferramentas em mão, assinalado como o mais inútil.

¿Alguém se subiria a um avião se se decidisse que tem que ir um mecânico no voo por se se avaria? A proposta não pode ser mais disparatada.

É evidente que a única solução para evitar mais avarias que possam pôr em perigo a vida dos extremenhos passa por contar com comboios novos. E essa é uma decisão política que devemos exigir-lhe ao atual governo. Os cidadãos já fizeram-no nas ruas de Cáceres e Madrid no passado mês de Novembro. Agora devem ser os representantes extremenhos no Congresso e o Senado aqueles que o façam. Sejam do jogo/partido que sejam. Já vai sendo hora de que os políticos extremenhos em Madrid se façam ouvir e verdadeiramente nos representem.