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Filho da vítima: «Me dizem, vêem que teu pai está farto de chumbo no chão»

Uma testemunha declara que viu aos acusados num carro «alardeando de que tinham matado a um». «Os vizinhos/moradores nos contaram que o mataram a tiros/lançamentos e a paus, como a um cão», manifesta a nora

 

Um momento do juízo, ontem, pelo crime de Cerro de Reyes. - A CRÓNICA

F. LEÓN
23/10/2019

Me chamam a casa e me dizem vêem para cá que teu pai está farto de chumbo no chão». Assim se inteirou da morte de o seu pai o 2 de Abril de 2017 Carlos C. filho de Eugenio G. R., vítima do crime do Cerro de Reyes, segundo declarou o juízo com júri que se segue/continua na Audiência contra os acusados Quadros/Marcos A. M. S. e Luis F. R. R. T..

Manifestou que o seu pai lhe tinha contado seu confronto com Quadros/Marcos, a quem disparou desde a rua e este lhe respondeu com um tiro de espingarda. Carlos C. negou terle visto armas a o seu pai nem o bengala com o que efetuou os disparos, «não sei nem como é», disse. E admitiu que «nos disseram que com os outros dois ia um tal {Gabri}».

A perguntas da defesa de Luis. F., contou que tinha visitado a o seu pai na cadeia «desde pequeno, com minha avó», embora não levasse seu apelido. E que as pessoas, «¿se calhar porque esteve em prisão por um homicídio?», segundo o letrado De {Vallejo}, «lhe tinha medo».

{Judith}, nora de Eugenio, manifestou que «uns vizinhos/moradores nos disseram que o tinham matado; fomos ao sítio e vimos a meu sogro atirado no chão, e à polícia. Nos disseram que tinham sido estes dois -assinalando aos acusados-, que o mataram a tiros/lançamentos e a paus, como a um cão». E «os viram montar num carro. Eram dois homens, que levavam uma pistola e um pau, e dois fêmeas, uma com uma espingarda».

Desconhecia, disse, se levava um bengala quando saiu esse dia. E o dia antes, «meu marido me disse que a o seu pai lhe tinham dado um {perdigonazo} e ele também disparou».

A testemunha protegido declarou por videoconferência, desde a Secção Segunda da mesma Audiência, que estava tomando um café num bar e ouviu «como dois disparos, a 50 ou 60 metros». E que «vi a uma pessoa estendida no asfalto, a outras duas correndo até o outro lado da rua, e imediatamente chegou a polícia».

DOIS HOMENS EM FATO DE TREINO / A seguir indicou que «eram dois homens em fato de treino e uma mulher --não pôde precisar se uma ou dois--, em bata; um com um pau e outro com uma pistola». Pouco/bocado depois acrescentou que «uma mulher atirou um pau a um jardim». Logo duvidou se uma pessoa dos homens levava uma espingarda.

Este testemunha se foi embora, pois vive noutra zona da cidade e foi dias depois quando o chamou a polícia «e me interrogaram».

Também contou que viu chegar «um veículo Opel, cinzento, no qual entraram dois meninos e foi«. Quando um dos defensores lhe perguntou se estava seguro a cem por cento de que uma mulher levava um pau, disse «não». E quando o outro letrado da defesa lhe perguntou se reconhecia com segurança a Luis F., também disse que «não».

Outro testemunha, Francisco J. M., vizinho/morador do bairro e que esteve em prisão com Eugenio, contou que ao sair de seu casa se o encontrou no chão «e fui a socorrerlo. Lhe {pregunté} se o tinham atropelado, mas agonizava. A polícia chegou imediatamente mas os sanitários tardaram». E acrescentou que «me fui a casa muito impactado, me tomei dois valium e me {acosté}, estava em {shock}».

«VAMOS CARREGADOS» / Antonia D., que vive em Suerte de Saavedra, contou que após receber/acolher a chamada de um familiar avisando-a da morte de Eugenio, desde a varanda de seu casa viu aos dois acusados» num carro, alardeando de ter matado a um, e levando's as mãos à cabeça».

Reconheceu aos acusados, «um no assento do condutor e o outro ao lado», mas não pôde ver a uma terceira pessoa «que ia detrás». Quando se iam embora «lhes disseram {tened} cuidado e eles responderam que tenham cuidado eles, que vamos carregados».

Esta mulher se negou a dar nomes de vizinhos/moradores com os que falaram os acusados; disse que os conhecia de vista mas não sabia como se chamam. O letrado de Quadros/Marcos pediu amparo ao presidente da sala para que {contestara}, e a mulher respondeu que «não sei os nomes nem vou a apurarlo».

José G. irmão de Eugenio, se inteirou da sua morte pelos vizinhos/moradores. Declarou que nunca lhe viu armas nem o tubo metálico com o que disparou. E admitiu que um advogado lhe propôs uma indemnização pela morte de seu irmão.

Lida R., esposa de Quadros/Marcos quando aconteceram os factos/feitos e irmã de Luis F., declarou, a perguntas do fiscal, sobre/em relação a o tiroteio do dia anterior, que Eugenio disparou a Quadros/Marcos que estava numa janela e este lhe respondeu com um tiro de espingarda. Sobre/em relação a o dia 2, contou que «vi chegar ao Negro e {corrí} com meus filhos e irmã dentro da casa. Ouvi um disparo e meu irmão caiu; minha irmã o ajudou a entrar em casa e Quadros/Marcos ficou na rua».

QUADROS/MARCOS NÃO ENTROU E LUIS NO SALIÓ / Logo {escucho} dois tiros/lançamentos «e pensei que ‘O Negro’ tinha matado a Quadros/Marcos, mas não saímos, nos pusemos a chorar e ninguém saiu da casa». E negou saber nada do pau, «não sei de quem era»; nem da espingarda, «em meu casa não estava».

Sua irmã Pilar R pediu acolher-se ao direito a não declarar, pelo que o presidente da Sala lhe explicou que esse direito não é dos testemunhas, mas dos acusados, e que tinha obrigação de dizer a verdade, se bem, como irmã de Luis F., podia não responder a perguntas que pudessem prejudicá-lo. O letrado {Duarte} lhe perguntou se essa advertência se a fizeram quando declarou pela primeira vez e disse que não.

Foi ela quem ajudou a Luis F. a entrar na casa e o curou após receber/acolher o disparo, e quem chamou à polícia avisando do tiroteio e de que tinha um ferido, «mas hoje ninguém tem vindo a nossa a casa», disse. Contou que Eugenio lhe pôs o dia antes um arma na fonte e «me disse que me ia a retirar de no meio». E que o dia de autos, Quadros/Marcos não entrou na casa después do tiroteio, nem Luis F. saiu,