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Eterna política

 

Do atual grupo municipal socialista, não repetem alguns vereadores. - S. GARCÍA

Ascensión Martínez Romasanta Periodista
17/03/2019

No {concibo} o interesse/juro de aqueles que acreditam que não há vida para além de a política. Passam quatro anos, os que dura uma legislatura, e os nomes se repetem nas candidaturas que apresentam os partidos tradicionais, com apelidos que têm ido encadeando cargos e encontrando vazio nas instituições, se não numa noutra, sempre raspando do bolso público. Me nego a acreditar/achar que organizações com tanta história não tenham peças sobresselentes que dêem ideias novas, como também não partilho que aqueles que durante anos fizeram da política sua profissão, não possam dedicar-se a fazer algo mais que não seja mamar dos órgãos de representação democrática. Algo falha no sistema se quem ostenta um cargo público não vê para além de a porta do seu gabinete e acredita que não existe outro destino que o que o seu partido apoia.

Levo neste trabalho mais de um quarto de século e há nomes que me têm acompanhado ao longo/comprido de todos estes anos, sempre vinculados a umas siglas, mas com diferentes e díspares responsabilidades. Com o sistema de elaboração de listas que têm os grandes partidos, não há cabida para os {mirlos} brancos, como diria Juan Carlos Rodríguez Ibarra, a quem por outro lado também não lhe vai o do anonimato nem permanecer na reserva inativa. Por pôr um exemplo e sem questionar seu valia pessoal e profissional, está Valentín Cortés, ao que sempre tenho visto detrás de um atril. O que fora presidente da Diputación de Badajoz deixou a instituição provincial não porque ele quisesse, mas pela norma do jogo/partido que estabelece um máximo de dois legislaturas. Cortés queria seguir/continuar e assim o expressou publicamente, mas o PSOE já tinha peça sobresselente. O compensou mandandolo ao Senado, embora o sono/sonho de Madrid durou pouco/bocado porque teve que repetir eleições e ficou como presidente da Câmara Municipal em seu povo/vila.

Quando o PSOE anunciou ao candidato de Llerena para as próximas eleições autárquicas de Maio, surpreendeu que Cortés não fosse como cabeça-de-lista e seu nome ocupasse o último posto, de maneira testemunhal, como se faz com os cargos honoríficos. Ingénuos de nós {llegamos} a pensar que se jubilava da política e tinha encontrado um novo sentido a sua vida. Ingénuos, certamente, porque o jogo/partido não lhe deu {plantón}. Se o devia, como a outros muitos que {abarrotan} a mochila socialista. Valentín Cortés faz parte da lista do PSOE para a Asamblea de Extremadura. Vai no número 5, com o qual tem assegurando o cadeira no parlamento autonómico. No está disposto a passar página e é só/sozinho um exemplo de muitos. Será que isto da política {engancha} e cria/acredite {adición}, porque está visto e comprovado que quem {echa} raízes num terreno tão fértil, vê impossível sobreviver num clima adverso.

Chama a atenção que, pelo menos nas listas que deu a conhecer o PSOE local, não relatório/informe dos motivos da eleição de seus membros. No caso da candidatura à Câmara Municipal de Badajoz, se fez pública através de um comunicado a tarde de segunda-feira, sem prévio anúncio, e se limitava a uma relação numérica de seus componentes, sem referência a nenhum dado pessoal e muito menos profissional, de modo que são os próprios meios de comunicação os que {elucubran} sobre/em relação a os motivos de escolher a uns sim e a outros não. Se tão orgulhosos estão de seus candidatos, deveriam apresentá-los publicamente, explicando suas qualidades, seu interesse/juro pelo serviço público e os motivos que os levaram a este {menester}. Como eleitora gostaria saber mais das pessoas que querem representar-me, porque aos partidos já os conheço de sobra.