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Cruzadas (IX)

 

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01/07/2019

Continuo. Resulta muito estranha o aparecimento súbita no recinto amuralhado do {Albaicín} de Granada de três torres quase semicirculares. Não tanto/golo porque os árabes não as edificassem assim, mas porque desde sua chegada a Ao-{Ándalus} suas preferências arquitetónicas nesta matéria tinham ido pelas retangulares, com muito pouco/bocado saliente. Se calhar estes três exemplos tão isolados possam atribuir-se à intervenção de operários nortenhos, dentro de cujas tradições sim se mantinha a costume romano ocidental das torres tendenciosas ao cilindro. Deve advertir-se que o mundo {tardorromano} não esteve, neste lado do Mediterrâneo, fechado a misturar num mesmo recinto baldes cilíndricos e {paralelepipédicos} ao mesmo tempo.

Recentemente uma dissertação douta referida às muralhas de León tem defendido uma cronologia medieval –Alfonso V (994-1028)- para a maior parte da muralha dessa capital, considerada romana desde sempre, em todo o seu levantado. Não {entraré} em tal discussão porque estou a médias de acordo com essa cronologia. E digo a médias, porque a teoria está bem {razonada}. Mas, a meu parecer falha nos paralelos medievais. As torres conservadas em Zaragoza também são romanas e não pode justificar-se para datar umas e outras o exemplo das do palácio taifa de A {Aljafería} (século XI). Esta obra dos reis de Zaragoza as têm, efetivamente, dessa forma –exceção é a Torre do Trovador, mais antiga, mas me parece que sua tradição tem outra raiz diferente: O mundo {omeya} oriental e sua tradição {persa}. É difícil estabelecer teorias muito taxativas, mas já o professor {Gómez}-{Moreno} captou a conexão oriental do prédio {zaragozano}. ¿Donde vinha? ¿Pode aceitar-se que uma construção da {lejanísima} Fronteira Superior de Ao-{Ándalus} se tivesse inspirado num exemplo tão separado em espaço e em tempo? Nada menos que quase quatro séculos. Deveu ter algum ponto de inspiração mais próximo que tivesse, além disso, um valor simbólico: a Córdoba dos {Omeyas}. Esta discussão já se deu faz muito, mas se tem reavivado. Ao que parece há torres ¿circulares?, na Alcazaba de Badajoz. ¿Em que muda isso a discussão? ¿É um problema geral ou é uma inexata interpretação local?