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Os beneficiários de Cáritas por exclusão social descem quase um 11%

As pessoas que receberam ajuda para serviços básicos passaram de 16.905 no 2017 a 15.090. Mais de 22.400 usuários foram atendidos nos 34 centros sociais e assistenciais da diocese

 

Mari Carmen Medina, Ricardo Cabezas, Teresa Llorente e Sara Gil, ontem, no arcebispado - ANDRÉS RODRÍGUEZ

A. M. ROMASANTA lcb@elperiodico.com BADAJOZ
07/11/2019

Aatividade sociocaridosa que desempenha Cáritas na diocese com pessoas em exclusão social reduziu-se no 2018 em relação ao ano anterior, de maneira que as pessoas atendidas diretamente passaram de 7.518 a 6.553. Traduzidas em beneficiários (porque cada família tem vários membros), a descida foi de 16.905 a 15.090, o que supõe que desceram um 10,7%.

Em Cáritas a esta ajuda chama-se-lhe acolhimento e estas cifras vêm a pôr a manifesto que menos pessoas necessitou ir a um centro para cobrir serviços de primeira necessidade, como o recibo da luz, a água, a hipoteca, o aluguer ou comida. Por enquanto é o dado de um ano e até que não se conheça o sucedido no 2019 não se poderia definir como tendência. Esta atividade sociocaridosa chega tanto aos crentes como aos que não o são.

Assim se recolhe na memória de atividades da arxidiocese que se apresentou ontem por ocasião da celebração, no próximo domingo, do Dia da Igreja Diocesana. Nesta memória destaca que no passado ano foram acompanhadas mais de 22.400 pessoas nos 34 centros sociais e assistenciais com os que conta a arxidiocese.

Dentro da cifra global, 1.548 pessoas foram orientadas na busca de emprego, 210 pessoas de idade, doentes crónicos e deficientes receberam atenção e 498 imigrantes receberam ajuda, para além de 24 pessoas que foram acompanhadas em centros de orientação familiar, 19 nos de ouve (há dois, em Badajoz e em Mérida), 23 receberam ajuda jurídica, 830 foram atendidas por sua dependencia (nos centros Irmão de Badajoz e de Mérida) e 308 meninos foram atendidos em algum centro de tutela de menores (com os projetos de Cáritas e as Irmãs da Cruz de Jerez de los Caballeros). Além disso, se chegou a 4.013 usuárias com os centros de promoção da mulher e 250 pessoas vão diariamente aos refeitórios sociais (2 em Badajoz e outro em Mérida).

Os dados foram apresentados por Juan José Montes, delegado de Meios, acompanhado de Mateo Blanco, vigário geral, e o ecónomo da diocese, Julián Peña. É o segundo ano que se publica uma memória resumida das atividades para facilitar sua divulgação.

A diocese conta com 203 paróquias com 250 padres, 645 religiosos (a maioria são mulheres) de vida ativa e 13 mosteiros de vida contemplativa. Se estima que as horas que dedicam os padres, seculares e voluntários são mais de 850.000 ao ano. Existem 2.200 catequistas e 64 missionários.

No que se refere à atividade pastoral, o informe centra-se na pastoral penitenciária, que conta com 15 voluntários, que atenderam no passado ano a 30 reclusos no apartamento de acolhimento (para os presos que saem os fins-de-semana) e cinco programações dentro da cadeia. Por outro lado, a pastoral da saúde conta com 170 voluntários hospitaleiros que têm acompanhado a 969 doentes e suas famílias. Como exemplo, o trabalho que realizam as Filhas da Caridade numa habitação próxima ao Hospital Materno Infantil, onde acolhem a familiares de meninos hospitalizados.

O rinforme também inclui a atividade educativa, já que na diocese funcionam 26 centros católicos com 14.400 alunos e dois centros de estudos universitários (o superior do Seminário e o Instituto/liceu de Ciências Religiosas, que é o maior de toda Espanha quanto à cifra de os alunos). Esta lavor/trabalho da Igreja poupa, segundo a diocese, mais de 40 milhões de euros ao ano à Administração. O que não está calculado é quanto poupa ao erário público por sua ação social.

QUANTO GANHA UM PADRE/ Ontem também se falou das contas da Igreja. Peña explicou que criaram um programa de gestão económica pastoral para todas as paróquias e as Cáritas paroquiais e a partir do ano que vem fá-lo-ão para as irmandades e confrarias. No 2018, as despesas têm somado 12,5 milhões de euros, dos quais o 13% se tem destinado a atividades pastorales, o 26% a assistenciais e caridosas, a retribuição do clero representa um 36% e um 22% a manutenção de prédios.

Os padres têm um único pagador, que é a diocese, de maneira que existe um fundo comum e os rendimentos dos que exercem atividades civis (capelães ou professores) se dão a esse fundo, de forma que só/sozinho recebem a retribuição como padres, uma média/meia de 1.200 euros brutos ao mês.

Os rendimentos foram de 12,7 milhões, dos quais o 84% procede das contribuições dos fiéis (o 54% é direta através de coletas ou cotas, que estão descendo, e um 30% da atribuição tributária do fundo comunitário diocesano). Um 14% procede de subsídios (a maior parte para Cáritas) e o convénio com a assembleia provincial para a reabilitação de templos da província que não sejam BIC. Um 0,8% são do aluguer de habitações nas que antes viviam padres.