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Uma montra da nossa história

Com o passo dos anos, o Museu do Vinho tornou-se num espaço cultural no qual convergem atividades em torno da enologia, mas também se abre a outros sectores H Algumas das que organizado foram galardoadas a nível nacional

 

Prato principal 8 ‘Música para beber’, evento premiado a nível nacional. - {EP}

Degustação 8 Os visitantes podem organizar degustações em seu interior. - R.C.

RODRIGO CABEZAS
15/04/2019

Se algum {almendralejense} ainda não tem pisado o Museu das Ciências do Vinho tem de saber que se está perdendo um importante montra da nossa história. Também há aqueles que o têm tido que pisar por alguma circunstância alheia à enologia. Não resulta estranho. A evolução deste centro em seus dez anos de vida foi quase revolucionária. «Nós temos trabalhado duro para que isto não seja um museu mais, mas um lugar aberto, vivo e dinâmico», explica Marisa Díaz, responsável de atividades do museu e uma pessoa que vive quase 24 horas em suas instalações.

Dez anos cumpre o único Museu das Ciências do Vinho que há na Extremadura. Durante esta década foram mais de 100.000 pessoas as que têm percurso/percorrido suas salas. Desde o museu dizem que há dois tipos de perfis: os visitantes que vêm a conhecer a história do vinho na região e os diferentes processos de elaboração do mesmo, e um segundo que são os que têm ido para participar em atividades doutra índole, como exposições.

O Museu das Ciências do Vinho tem sabido adaptar-se e evoluir com o tempo. Sua propriedade faz parte de um consórcio formado pela Junta de Extremadura (67,5%) e a Câmara Municipal de Almendralejo (35,5%).

Nos últimos anos se têm ido consolidando muitas atividades no museu. Várias delas estão claramente focadas ao público infantil com o desejo de que as novas gerações conheçam a importância que o vinho tem tido e tem como motor económico e de desenvolvimento de Almendralejo e sua região. Assim, está o oficina de vindima para escolares, pelo que passaram mais de seis mil alunos; ou o de poda, similar mas mudando de estação. Também o oficina dos sentidos para meninos.

Eventos

Para adultos, o programa é largo e variado. Uma das atividades que mais gosta e encontra-se plenamente consolidada é o evento Música para beber, que recebeu o prémio à melhor iniciativa {enoturística} de Espanha nos III Prémios de Enoturismo a nível nacional, graças ao apoio da Denominação de Origem Ribeira do Guadiana.

É que ao compasso da voz de um tenor e um pianista e a voz, às vezes, de figuras reconhecidas, o público vai degustando e {catando} os vinhos que se apresentam. A advogada e escritora Cristina Almeida, ou o famoso jornalista Luis del Olmo, foram dois desses narradores de exceção.

Outra atividade destacada é a degustação popular Cidade de Almendralejo que serve para que o público menos especialista/conhecedor em vinhos possa conhecer como é uma degustação, como se deduzem os aromas e chegar à cultura do vinho duma maneira divulgativa.

Também o conhecido programa do Maio Enológico realiza-se sempre no Museu das Ciências do Vinho com conferências dada por peritos.

Mas não só/sozinho o museu se abre a enologia. Em seu interior se têm coado atividades de todas as matérias. As jornadas taurinas, a apresentação do Extremadura UD, conversas de empresários, apresentações de livros... Tudo um sem-fim de atos que o museu, como centro cultural da cidade, tem presenciado em primeira pessoa. A tudo isso se lhe somam as inumeráveis exposições que se têm estabelecido em suas salas.

Fisionomia

O museu, situado junto ao parque da Piedade, se assinta no prédio da antiga {Alcoholera} Extremenha, da que se conservaram os antigos depósitos de álcool e de vinho que fazem parte da exposição do centro.

Seu itinerário, através de várias salas das duas plantas que ocupa, inclui espaços que narram a história do vinho na região e os diferentes processos pelos que passa desde que a uva se pega na vinha até que se derrama a primeira gota da garrafa numa taça.

Muitos não sabem que os {almendralejenses} podem entrar gratuito a seu museu. Para o resto, a entrada básica é dois euros, tendo possibilidade de fazer degustações em seu interior. De facto, há empresas que podem alugar parte de suas instalações, porque o museu não quer ficar atrás, mas avançar com os tempos.