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El Periódico Extremadura | Domingo, 17 de novembro de 2019

Os médicos alertam de «situação limite» na área de saúde regional

A zona pode ficar assolada de especialistas, segundo advertiram ontem à noite. No seu entender, o SES considera aos pacientes como «de terceira categoria/escalão»

RAÚL HABA
08/11/2019

 

A situação da área de saúde Dom Benito-Villanueva «é limite» e os pacientes são considerados «de terceira categoria/escalão» por parte do Servicio Extremeño de Salud.

Assim de taxativo o manifestaram ontem os porta-vozes da Associação {AMdeSA} (Associação de Médicos em Defesa da Saúde Pública) que compareceram em conferência de imprensa em Villanueva.

Os facultativos expuseram a grave situação que vive a área Dom Benito-Villanueva quanto a falta de meios materiais e de especialistas e reiteraram «o esqueço desta Área, tão nossa e tão afastada dos grandes núcleos populacionais da Extremadura. Nada disto é novo. Nossas reivindicações se fazem anos por parte dos médicos que passaram por esta Área, sempre desatendidas pelos altos diretivos do SES, sejam do signo político que sejam».

«Comparando'ns com outras áreas de saúde, -acrescentaram os facultativos- a situação é ainda mais injusta: áreas muito próximas encontram-se muito melhor dotadas. Nossas planteis/quadros estão já numa situação limite, {dimensionadas} mas não atualizadas às necessidades reais da nossa zona».

se sentem esquecidos / Durante muitos anos, «a sensação de esqueço e desamparo até a população que nos corresponde assistir foi constante», indicaram. «Com muito esforço por parte do pessoal que partilha esta sensação, se conseguiu manter uma qualidade assistencial mínima, falando desde parâmetros estritamente médicos. Mas nos últimos tempos esta situação tem ido a pior, devido a problemas específicos desta Área de Saúde e gerais do Sistema Nacional de Saúde, pela {ineficiente} planificação sanitária regional e nacional, fazendo que dita qualidade assistencial não cumpra os padrões que deve exigir-se qualquer facultativo», argumentaram.

O coletivo médico, dado o défice de pessoal facultativo existente, em muitas ocasiões se vê obrigado a realizar um número de guardas e atividade extraordinária que, embora são remuneradas, superam o estabelecido pela lei e o estatuto quadro.

«Isto encontra-se, obviamente, sujeito à crítica da população geral, mas é uma realidade que merece reflexão por parte dos usuários, pois são as pessoas que utilizam o Sistema Público de Saúde aqueles que devem pensar se é justo para eles que, com demasiada frequência, um só/sozinho trabalhador faça o trabalho de dois (quando se acumulam dois consultas numa), sejam operados ou assistidos por pessoal que não tem descansado o suficiente segundo o estipulado por lei como acontece noutras profissões onde a vida da pessoa está em mãos do profissional», sublinharam.

Também estas pessoas sofrem tempos de espera excessivos, tanto/golo cirúrgica como primeiras consultas, provas e consultas de seguimento que não estão legisladas com tempos de espera máximos, bem como inumeráveis {reprogramaciones} de seus encontros. Tudo isto necessita soluções reais, não promessas nem remendos para que a zona não fique assolada de especialistas, disseram.

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