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Espanha segue/continua os passos de Itália com sete dias de atraso

Se o ritmo paralelo continua teríamos 15.000 infetados numa semana. As mortes poderiam chegar a as 500 porque a {letalidad} sim é inferior

 

MANUEL VILASERÓ
14/03/2020

O aumento de casos de coronavirus em Espanha está seguindo/continuando uma progressão muito similar à que registou Itália. Com uma grande diferença. Nosso país lhe leva uns sete dias de vantagem. Se, como parece, Espanha acaba adotando com antecipação as medidas tão duras como as que o país alpino decretou a princípios desta semana, se calhar tenha uma oportunidade para não chegar a a mesma situação.

Os primeiros casos de Espanha praticamente não contam. Foram dois positivos de estrangeiros nas ilhas de Maiorca e A {Gomera} que se tinham infetado noutros países europeus por meio de pessoas procedentes de China. Se isolaram, se lhes deu o alta e regressaram a seus países. Quando verdadeiramente começaram a proliferar foi a partir 2 de Março, o momento no qual se alcançou a taxa dos cem infetados. Nove dias depois de/após que o fizesse Itália.

O PACIENTE ZERO / A questão é que a grande maioria dos doentes ou bem tinham viajado a esse país ou tinham tido contacto com alguém que o tivesse facto/feito. O inimigo aqui não estava em casa nem tinha chegado de China. O {covid}-19 tinha usado a península itálica de cabeça de ponte/feriado para entrar na Europa, como os aliados desembarcaram nas praias de {Normandía}. Com uma diferença, a invasão se fez os primeiros dias com sigilo. Itália ainda não encontrou o paciente 0.

Durante quase sete dias o número de casos novos permaneceu em Espanha estancado à volta de os cem. Eram os momentos nos que o Governo e a comunidades autónomas acreditavam ter sob controlo a propagação do vírus. Não só/sozinho pelas cifras, como insistiu em reiteradas ocasiões o porta-voz da comissão de seguimento, Fernando Simón, mas porque ainda não se tinha detetado «nenhum foco de transmissão {comunitara} descontrolada». Quase todos estavam vinculados a viajantes ou bem se estavam investigando. {Seguíamos} levando a Itália uma vantagem de nove dias.

Algo mudou {radicamente} o 9 de Março quando o número de casos num só/sozinho dia saltou a 615, sobretudo na Comunidade de Madrid. O contágio descontrolado já estava aqui. Se começaram a aplicar os primeiros fechos de escolas e de eventos de mais de 330 pessoas.

Como em Itália, o a grande foco de contágio e dispersão se têm concentrado finalmente numa grande {metrópoli}, onde o contacto é mais frequente e menos evitável. Ali Milão e sua região a {Lombardía} (vão quase pelos 10.000 contágios), e aqui Madrid e seu comunidade autónoma (2.000).

O salto que tem desencadeado em Espanha as medidas mais radicais se deu ontem, quando os contágios num só/sozinho dia quase se duplicaram, alcançado os 1.281, quase exata à registada faz sete dias no país vizinho/morador.

Que passará os próximos dias é muito {díficil} de saber. Se continuamos o ritmo de Itália, dentro duma semana podemos superar os 15.000 infetados. ¿E quantos falecidos? Se se mantivesse a taxa atual de mortalidade, o 2,8%, {sumaríamos} quase 500 mortes, mas se nos {igualamos} à terrorífica taxa italiana, o 7%, não {acercaríamos} às mil.

A ESTATÍSTICA / Vai ser muito difícil escapar desta sinistra estatística dado que o efeito das medidas tomadas nesta semana não se verão até dentro duns dias.

A cifras poderiam experimentar um alta pontual pelo mudança de método na deteção de casos. Madrid começou na quarta-feira passada confirmar os casos leves de {covid}-19 por diagnóstico clínico ao telefone sem praticar a prova. Algo que já se fez em {Wuhan} para evitar demoras.

Para predizer o que vai a acontecer mais à frente não serve a analogia italiana. Terá que prestar atenção ao que aconteça os próximos dias.

Em qualquer caso, o que mais preocupa aos especialistas não som os casos leves, mas os que requerem hospitalização ou {UCI}. Segundo a Comunidade de Madrid o 30% de infetados estão graves e devem ser ingressados, enquanto o 10% encontram-se em situação crítica e necessitam cuidados intensivos, o dobro do que se deu em China, devido à pirâmide de população madrilena. Há muitos mais anciãos, a população mais sensitiva ao vírus.

Se os dados de Madrid som {extrapolables}, dentro duma semana teremos uns 1.400 pessoas ingressadas nas {UCI} e umas 4.000 hospitalizadas.

Tudo um repto/objetivo para o sistema sanitário, que como o italiano corre também o perigo de ver-se transbordado, especialmente em Madrid.