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Espanha, fechada por decreto para evitar o colapso

O Governo de Sánchez centraliza as competências em Saúde, Interior e Transportes. O Conselho de Ministros aprova o estado de alarma, que limita os movimentos desde/a partir de amanhã

 

Imagem da reunião de Conselho de Ministros celebrada ontem no Palácio da Moncloa. - EFE

REDACCIÓN
15/03/2020

O Conselho de Ministros, após uma reunião de mais de sete horas, aprovou ontem sábado a declaração de estado de alarma em todo o território para conter a pandemia do coronavirus, com medidas de severa restrição ao movimento de pessoas e a atividade económica, salvo casos de força maior, a partir de segunda-feira.

O presidente do Governo, Pedro Sánchez, que compareceu às 21.00 horas recordou que esta crise não é «uma situação estática, assim o foi desde/a partir de o início os cenários de resposta se têm ido adaptando», pelo que anunciado seguidamente a ativação do estádio de alarma, superando o de contenção reforçada que se tinha imposto nos últimos dias.

«Estamos preparados, temos as políticas claras e não nos vai a tremer a mão para vencer ao vírus pondo no centro a saúde das pessoas», acrescentou. Segundo assegurou, «com as medidas que se têm tomado esta semanas e as que se porão acredito/acho que temos já os instrumentos e alavancas para dar uma resposta contundente a esta situação».

O real decreto para conter a propagação do coronavirus {covid}-19 estabelece limitações ao movimento –salvo para ir a trabalhar, comprar alimentos ou medicamentos, ir a hospitais ou cuidar a anciãos ou pessoas dependentes- e a atividade comercial–, permite ao Estado assumir competências doutras administrações e dispor de meios sanitários públicos, privados e militares. Entrará em vigor às 8 da manhã de amanhã segunda-feira 16 de Março.

O Estado assumirá a condição de «autoridade competente» em todo o território, todas as forças de segurança do Estado ficarão baixo/sob/debaixo de «as ordens diretas» do ministro de Interior, e todos os meios sanitários públicos, privados e militares ficarão baixo/sob/debaixo de a direção do titular de Saúde.

O decreto de estado de alarma limita desde/a partir de ontem à noite os deslocações aos casos de força maior e, para os permitidos, se estabelece que terá que evitar aglomerações e que deve manter-se uma «distância de segurança de pelo menos um metro» para evitar o contágio.

Os deslocações permitidas serão os necessários para ir a trabalhar, voltar ao lugar de residência habitual, comprar alimentos ou medicamentos, ir a hospitais ou cuidar a anciãos ou pessoas dependentes, e deslocar-se a entidades financeiras.

No capítulo dedicado às «medidas de contenção no âmbito da atividade comercial», o texto precisa que a manutenção nos estabelecimentos comerciais cuja abertura esteja permitida –fecharão os 315.000 estabelecimentos de restauração e hotelaria– deverá ser a estritamente necessária para que os consumidores possam realizar a aquisição de alimentos e produtos de primeira necessidade».

E precisa que «se evitarão aglomerações e se controlará que consumidores e empregados mantenham a distância de segurança de pelo menos um metro a fim de evitar possíveis contágios».

A assistência aos lugares de culto e as cerimónias civis e religiosas, «incluídas as fúnebres», sublinha, «se condicionam à adoção de medidas organizativas» que evitem as aglomerações «de tal maneira que se garanta aos assistentes a possibilidade de respeitar a distância entre eles de pelo menos um metro».

A distância de segurança também deverá manter-se nos meios de transporte, pelo que somente poder-se-ão pôr a a venda um terço das praças/vagas máximas disponíveis, sublinha o decreto.

deixar atrás as diferenças / O presidente do Governo pediu na sua comparência aos presidentes regionais deixar atrás suas diferenças à margem de ideologias e cores políticas {promosticó} «semanas muito difíceis» de «esforços e sacrifícios». «A primeira vitória» na luta contra a pandemia, acrescentou, chegará quando «a curva de contágios não suba em forma de flecha», mas de maneira mais lenta.

As medidas do estado de alarma se comunicaram numa jornada na qual os positivos por coronavirus em Espanha alcançou os 5.753 casos, segundo o balanço matinal do Ministério da Saúde, embora posteriormente as administrações regionais têm atualizado os dados com mais casos. O balanço matinal supõe um aumento em 1.522 pessoas contagiadas em relação à tarde de sexta-feira. Quanto aos falecidos, a cifra se eleva a quase 200: aos confirmado por Saúde, posteriormente a Comunidade de Madrid incrementou a cifra na região em mais de 50 casos, e se produziram mais falecimento noutras regiões. Enquanto, há 517 doentes curados e dados de alta. O maior/velho número de casos positivos por {COVID}-19 se deteta nas regiões de Madrid (2.940 casos) e Catalunha (509), e há positivos em todas as regiões de Espanha, exceto na cidade autónoma de Ceuta.

As limitações aprovadas pelo Governo terão uma duração de quinze dias que poderão alargar-se outras duas semanas prévia aprovação do Congresso dos Deputados e têm também outras exceções.

A reunião do Conselho de Ministros começou às 10.30 horas e se anunciou uma comparência do presidente do Governo à primeira hora da tarde para explicar os detalhes do decreto, mas o debate sobre/em relação a o conteúdo das medidas do estado de alarma se prolongou até passadas as seis da tarde.

A duração da reunião fez que Pedro Sánchez tenha adiado até hoje de manhã a {videconferencia} com os presidentes autonómicos que previa celebrar ontem.