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Encerrados e resignados

Os falecidos em Itália som 1.016, 188 nas últimas 24 horas H «O pico da epidemia se produzirá a metade de Abril», segundo o perito Paolo Vineis

 

ROSSEND DOMÈNECH
13/03/2020

O que parecia impossível está funcionando, embora não é nem será fácil de cumprir a regra. O primeiro dia de «fechamento total» dos mais de 60 milhões de habitantes de Itália se tem obedecido. Ruas desertas, lojas fechadas, filas fora dos supermercados para manter no interior a distância de segurança e os que trabalham nos quiosques fazendo palavras-cruzadas. Quem mais se tem ressentido da situação foi a bolsa de Milão, que ontem perdeu um 14%.

Em Roma a polícia levou a cabo ontem até 5.000 controlos na rua, pôs 43 denúncias e prendeu a três pessoas. Uma delas tossiu, em aparência expressamente, face aos agentes que lhe tinham parado. Num parque público multaram a um grupo de ciclistas. Se pode passear pela rua, mas em solitário, e o passeio do cão doméstico só está permitido fazê-lo junto à casa. E tudo, sempre, com a autodeclaração no bolso sobre porquê é que se tem saído de casa.

A partir deste sábado, o metro de Roma fechará às nove da noite, o aeroporto de Fiumicino fechará uma terminal e no de Ciampino se suspenderão todos os voos. Em Milão se está organizando o fechamento dum dos dois aeroportos.

O número de falecidos no país, ontem, era de 1.016. Nas últimas 24 horas tinham perdido a vida 188 pessoas. Os casos positivos eram 12.839, um incremento de mais de 2.000 em só um dia, e 1.258 pessoas se tinham curado, com o que o número total de contágios desde o princípio da crise era ontem de 15.113.

Em Codogno, uma das 11 povoações do primeiro foco, confinado durante duas semanas, os contágios se têm afundado: só quatro desde a segunda-feira. A segunda esperança chega de Milão: a região leva três dias com só 500 pessoas ingressadas ao dia. A má notícia é que «o pico da epidemia se produzirá a metade de Abril», pelo que as duas semanas de «fechamento» de Itália não deveriam ser suficientes, segundo disse a A Repubblica Paolo Vineis, epidemiologista ambiental do Imperial College de Londres.