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A costa mediterrânea se converte no refúgio dos madrilenos

O litoral vê como reabrem segundas residências fora de temporada. Múrcia decreta o confinamento de 7 municípios após chegar visitantes com o vírus

 

Os madrilenos Carmen e Antonio, procedentes do bairro de Salamanca, na praia de {Gandia}, ontem. - MIGUEL LORENZO

NACHO HERREROSClB epextremadura@elperiodico.com GANDÍA
14/03/2020

Antes de que o presidente Pedro Sánchez anunciasse o decreto que hoy porá em estado de alarma a Espanha, muitos madrilenos tratavam de fugir de um grande foco do vírus em direção a Andaluzia, Múrcia e a Comunidade Valenciana. O que começou sendo um {goteo} faz uma semana acabou por provocar entupimentos e amargas críticas nos destinos.

«Se ali é onde estão quase todos os contagiados e agora se vêm aqui…», lamentava {Noelia} enquanto jogava ontem com a sua filha na valenciana praia de {Gandía}. Nada estranho salvo que ela, que vive num povo/vila de Madrid, fez esse mesma viagem faz uma semana «quando o tema começou a pôr-se feio». Sem ninguém que o impeça, refletia, não se pode evitar. «Passa como com os supermercados, os que estavam dizendo que era uma loucura agora estão a fazer aprovisionamento», assegura. «É que ninguém sabe como vai estar o tema dentro de três dias», se defendia. Ela tinha aproveitado que está no desemprego e que seu casal/par tinha férias para fazer a viagem embora o que mais se viam pela zona era jubilados como Carmen e Antonio, que chegaram também faz uma semana.

Se o seu era ressentimento, o dos responsáveis políticos das zonas afetadas era indignação. «É uma vergonha, lhes {confinan} e se vêm de férias», se queixava um presidente da Câmara Municipal valenciano a este diário/jornal após explicar como nos últimos dias começaram a ver como se abriam segundas residências, habitualmente fechadas nesta época do ano. A situação é comum de Castellón até Cádiz. «É vergonhoso ver como os escritórios turísticas estavam cheias de pessoas solicitando informação sobre/em relação a a oferta destes dias», criticava o presidente de Múrcia, Fernando López Miras. Acabava de assinar um decreto de confinamento para sete municípios costeiros que supunha que se proibia a bilhete e saída dos mesmos mas também se limitava o movimento interno a questões laborais e compras de primeira necessidade. De Cartagena a Águias, passando por São Javier. Obrigada/obrigado, quase 400.000 pessoas com medidas restritivas «por culpa dos irresponsáveis», precisava.

Sua furibunda reação chegou ao constatar que os sete últimos positivos de sua comunidade eram de cidadãos que tinham chegado de Madrid, incluído um homem de 88 anos que fê-lo em comboio e foi quase direto à {uci} do Hospital do Mar Menor.

«Não vou consentir uma só irresponsabilidade mais, é inadmissível», sentenciou. Também contribuiu a acender os ânimos o contágio duma mulher em {Gandia} que acabava de chegar de Madrid. Seu caso, não obstante, não era como o resto, pois tratava-se de uma residente nesta localidade costeira que tinha ido à capital valenciana a cuidar a um familiar.