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O BCE espreme seu arsenal de medidas excecionais

 

13/03/2020

Apesar de contornar desde há meses o limite de sua capacidade de atuação, o Banco Central Europeu (BCE) {hurgó} ontem em seu arsenal de ferramentas para lançar um novo pacote de medidas excecionais perante o «grande {shock}» que padece a economia da eurozona pelo coronavirus. A instituição decidiu inundar de liquidez a empresas e bancos, mas sua atuação provocou uma enorme deceção nos mercados. «A resposta deve ser primeira e principalmente fiscal, não acredito/acho que ninguém espere que os bancos centrais sejam a primeira linha», se escudou seu presidenta, Christine Lagarde, num apelo quase desesperado aos governos a atuar.

Com o cortina de fundo das sempiternas discrepâncias entre os países da moeda única, a francesa argumentou que o impacto da doença será «grave, mas temporal» se se adotam as medidas adequadas «nas próximas semanas, não meses». O BCE desceu sua previsão de crescimento para neste ano do 1,1% ao 0,8%, mas Lagarde reconheceu que a estimação está já antiquada pela ausência de dados mais atuais, ao passo que evitou descartar uma possível recessão. Seu maior/velho temor é que o processo de adoção de iniciativas orçamentais seja «complacente e a câmara lenta».

O banco central do euro também injetará aos bancos toda a liquidez que peçam com um interesse/juro do -0,5% (devolverão menos do que recebam) e suavizará as condições das leilões já previstos entre Junho deste ano e Junho do 2021, com uns tipos de até ao -0,75%. Também, as entidades poderão usar seus colchões extraordinários de capital e liquidez, entre outras medidas destinadas a que flua o crédito.

A maior/velho deceção para os investidores e analistas foi a decisão do organismo de não recortar os tipos, ao contrário de o que fizeram outros bancos centrais como os de China, Estados Unidos e Reino Unido.

O problema do BCE é que, ao contrário/pelo contrário/ao invés que os seus homólogos, apenas tem margem: os de referência levam no 0% desde/a partir de Março de 2016, enquanto a facilidade de depósito (o interesse/juro que se impõe ao dinheiro que os bancos guardam na instituição) se desceu ao -0,5% em setembro.

No mercado se esperava que esta última se reduzisse ao -0,6% e, embora tinha dúvidas sobre/em relação a a eficácia da medida, se interpretou que o BCE reconhecia implícitamente sua impotência. Lagarde, naturalmente, o rejeitou.