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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 20 de septembro de 2019

Uma interina interminável

Rosa María Mateo foi nomeada administradora de RTVE para dois meses e cumpre já um ano no ente público

MANUEL DE LUNA
28/07/2019

 

Ayer sábado se cumpriu um ano da designação de Rosa María Mateo como administradora única de RTVE, um cargo interino. Isto é, até que se resolva o concurso público para escolher ao novo conselho de administração e novo presidente da corporação, tal como planificou o Governo socialista de Pedro Sánchez, após a convulsa etapa do PP. Mas o que se apresentava como um breve período, para o qual se escolheu uma profissional da casa (já jubilada), com mais prestígio que experiência em gestão, tornou-se num longo/comprido e turbulento ano no qual Mateo foi a alvo da oposição/concurso público, numa RTVE à deriva e à espera de futuro. Esta falta de planificação levou à primeira cadeia estatal a mínimos históricos de audiência.

A transitoriedade de Mateo se recolheu num decreto de renovação de RTVE, uma das primeiras decisões do Governo socialista para «resolver um problema de urgência», uma situação «anômala, excecional e de emergência» que provocou, segundo o Executivo de Sánchez, o «controlo ideológicos e políticos» de RTVE, que presidia o popular José Antonio Sánchez. Deste modo, a seus 76 anos, Mateo voltava a seu casa para tomar as rédeas da radiotelevisão pública na trabalhou quase três décadas (e da que saiu em 2003 com um {ERE}). E fê-lo com bastante mais ilusão/motivação que preparação.

De facto, era um rebuçado de dois ou três meses. ¿Que podia passar? Mas as coisas de palácio… Assim, a situação provisional do seu cargo não foi tal pela falta de acordo para renovar a cúpula de RTVE, e a falta de um Governo estável. Total, que estes 12 meses de gestão estiveram marcados por suas polémicas comparências parlamentares, pela crise gerada em torno da celebração do debate eleitoral nas eleições do 28-A e a continuada queda/redução de audiência de TVE-1. Segundo {Kantar} Média/meia, em Junho caiu ao 8,7% de quota, seu mínimo histórico (1,2 pontos menos que em Junho de 2018). A média da época de TVE-1, de 1 de setembro de 2018 a 30 de Junho de 2019, foi do 9,7% (10,8% a anterior). E os Telejornais já não são líderes: perderam uma média/meia de 409.000 espectadores, e passaram do 14,9% ao 13,1% dos últimos 9 meses.

Em RTVE dizem que seus informativos têm ganho em pluralidade e credibilidade, algo «mais importante» que a audiência: «Fizemos uma mudança em favor da credibilidade e a pluralidade após uma etapa na qual os informativos estavam muito {ideologizados}. (...) Fazendo as coisas bem tem que vir a audiência», assinalam, em declarações a Efe.

Mas se a audiência é um {borrón} em seu ano de interinidade, a polémica pelo mudança de dia do debate eleitoral do 28-A em TVE (o conselho de informativos {crtiticó} a mudança de data e que se ajustasse a programação «à proposta de um jogo/partido») permitiu à oposição/concurso público acusar-la de estar ao serviço do PSOE, e inclusivamente {Albert} Ribeiro pediu sua demissão em plenário/pleno debate de TVE.

Após perder Pedro Sánchez a segunda votação da investidura, a interinidade de Mateo se poderia prolongar até setembro.

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