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El Periódico Extremadura | Domingo, 29 de março de 2020

Um desenlace tragicómico para ‘As raparigas do cabo’

A guerra civil marca o início da quinta e última época da série de {Netflix}

MARISA DE DIOS
14/02/2020

 

Ao longo/comprido de suas quatro épocas em {Netflix}, As raparigas do cabo têm tido que rifar uns quantos vicissitude. As jovens que forjaram sua amizade trabalhando como operadoras duma empresa telefónica na Espanha dos anos 20 se têm enfrentado a assassinatos, sequestros, atentados, condenações de cadeia, ao machismo e, sobretudo, ao falecimento duma das protagonistas. No entanto, até agora não tinham sido vítimas dos estragos da guerra, algo que experimentarão em sua época final.

A plataforma estreia hoy os primeiros cinco episódios de sua quinta e última época, com a guerra civil espanhola como cortina de fundo. Lhe ficarão pendentes outros cinco capítulos, que chegarão ao longo do ano. «Morre muitas pessoas», avança sua criadora e produtora, Teresa Fernández-Valdés, acerca da que considera seu entrega «mais ambiciosa»: «Há mais exteriores, ação e efeitos pelas consequências da contenda», que {trastocará} a vida das raparigas, embora também servirá para voltar a reuni-las.

Sete anos depois de/após que as protagonistas se separassem após o resgate de {Óscar} (Ana Polvorosa) de prisão, Lida (Branca Suárez) regressa desde/a partir de Nueva York seguindo/continuando os passos de Sofía ({Denisse} Peña), a filha de Anjos, que se tem alistado para combater no bando republicano.

«Ver Madrid praticamente destruído será um duro golpe para ela», explica a atriz sobre/em relação a uma época que não {dulcifica} tanto/golo a História, embora siga/continue mantendo um glamour impróprio desses convulsos tempos, algo que a produtora {Bambú} já explorou com {Velvet}.

REENCONTROS / De novo na capital, se encontrará novamente com {Carlota} (Ana Fernández) e {Óscar}, que estão cobrindo o conflito como jornalistas e que sofrerão altibaixos em sua relação, e {Marga} ({Nadia} de Santiago), que será «a que mais viverá as consequências da guerra».

Outros personagens do passado reaparecerão para complicar-lhes ainda mais o boletim de voto nuns episódios que prescindirão das traços de humor de anteriores anos.

Numa série que se tem caraterizado pelo empoderamento feminino como uma de suas vazas, resulta paradoxal que tenha escolhido para sua despedida uma época na qual a mulher perdeu muitos direitos. Fernández-Valdés o justifica destacando o carácter lutador destas raparigas.

«O atrativo é que elas, embora poderiam passar de tudo porque já têm suas vidas feitas, se implicam nesta guerra e pós-guerra com a esperança de que uma futura geração de mulheres consiga o que elas já tinham conseguido», afirma, sobre/em relação a a série que abriu a veda à produção de {Netflix} em Espanha.

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