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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 3 de abril de 2020

«Temos de contratar às pessoas por seu talento»

A atriz {Candela} Peña não partilha algumas reivindicações feministas

EFE
03/03/2020

 

{Candela} Peña é uma mulher sem cabelos na língua. A atriz catalã, de 46 anos, rebentou as redes faz sete anos com um discurso nos Goya no qual denunciava os cortes na saúde e a educação e inclusivamente pedia estreitamente para poder/conseguir criar a seu filho, Román, de 8 anos. «Tenho visto morrer ao meu pai num hospital público onde não tinha cobertores para tapá-lo e lhe tínhamos que levar a água», chegou a dizer. Agora, graças à série de {Movistar+} Ferro (cuja segunda época se roda estes dias na ilha canária), não se tem cortado/dispensado ao reconhecer que não partilha algumas das reivindicações atuais do movimento feminista, como as cotas.

«Eu respeito tudo, às {feminazis} também, mas que nos respeitem a todas, que cada um veja o que queira ver, o respeito é o melhor», argumenta a atriz numa entrevista com Efe. Sobre/em relação a a decisão do Governo de reservar um 35% das ajudas ao cinema para mulheres direções, é taxativo: «Temos de contratar às pessoas por seu talento».

«Se é uma diretora que é um {truño} e faz um {mojón} de filme, pois não lhe {deis} dinheiro só/sozinho porque seja mulher, isso é o que eu não entendo e por isso não quero participar em nenhum rolo destes do movimento feminista», explica a vencedora de três Goya.

Na segunda época de Ferro, se põe outra vez na pele da juíza {Candela} Montes, uma mulher que, como ela, «se sustenta só». «É o que mais gosto de meu personagem. Como eu, nos {sostenemos} sós, não necessitamos a um namorado nem a um giro nem a um que te diga não sei que».

A série de {Movistar+} a tem devolvido à primeira linha. Embora ela diz não ser muito consciente de «estar na moda», parece disposta a espremê-lo para conseguir pelo menos dois coisas: que lhe produzam sua própria série e ser capa numa revesta na moda. Como seu personagem em Ferro, a atriz se define como uma mulher «fuera do cânone» a quem dizer o que pensa não sempre lhe tem saído bem. «Não sou uma bem fica social, não o sei fazer, nunca lhe tenho mentido nem aos meus pais quando era adolescente, é o que há, prefiro retificar a deixar de dizer», resume.

Apesar de essas semelanças, gosta de {recordar} que ela não foi a primeira opção, nem a segunda nem a terceira para o personagem. De facto, numa fase inicial do projeto, se pensou numa protagonista mais jovem. A rodagem de Ferro lhe manterá ocupada até meados de Maio, e depois pensa dedicar-se a tirar adiante sua própria série. «Para meu gosto em Espanha se contam demasiadas histórias de mulheres que o passamos mal, tudo é como a penúria, eu quero falar de mulheres que têm renunciado às vidas convencionais para converter-se em altas executivas», explica sobre/em relação a a futura produção.

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