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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 3 de abril de 2020

Séries feministas com um claro espírito de mudança

Um estudo recente assinala que a quota de mulheres nas séries continua crescendo

JUAN MANUEL FREIRE epextremadura@elperiodico.com MADRID
09/03/2020

 

Embora custe acreditá-lo, para muitas pessoas as coisas não existem até que aparecem na televisão e som aprovadas ou validadas dalgum modo por ela. Por isso é tão importante a representação de minorias e mulheres nas séries, que tem crescido a níveis de recorde nos últimos anos; segundo um estudo do Centro para o Estudo das Mulheres em Televisão e Cinema da Universidade Estatal de São Diego, na época 2018-2019 se alcançou o 45% de mulheres com linhas de guião; um salto em relação ao 40% de 2017-2018. Debaixo, oito novelas que querem contribuir ou têm contribuído ao mudança. E além disso, desde/a partir de postulados claramente feministas.

‘{CREEDME}’ (NETFLIX)

Esta fabulosa minisérie nos recorda o tranze pelo que passam muitas mulheres ao denunciar uma violação: o machismo, a humilhação e a coação. Minuciosamente fiel aos factos/feitos reais em que se baseia, coloca no centro do relato à vítima e, depois, as inspetoras que se lançaram à busca de um violador em série que operou em diversas {jurisdicciones} de Washington e Vermelho. A {conocidamente} feminista Lisa {Cholodenko} (Os jovens estão bem) dirige os três primeiros episódios.

‘THE {DEUCE}’ ({HBO})

Na hora de traçar esta história da evolução do estreitamente sexual entre princípios dos 70 e meados de os 80, David Simon e George Pelecanos tiveram a inteligência de rodear-se de mulheres para dar outro ponto de vista. O resultado foram grandes cenas de {sororidad} entre alguns dos melhores personagens femininos da televisão recente, como a prostituta metida a diretora de porno feminista {Eileen} {Merrell} ({Maggie} {Gyllenhaal}) ou a atribulada estrela xis {Lori} {Madison} (uma fantástica {Emily} {Meade}).

‘{DICKINSON}’ (APPLE TV +)

De ter-se estreado em Netflix ou {HBO}, esta criação de {Alena} {Smith} teria sido tão comentada como {Sex} {education} e {Euphoria}. Porque esta recriação fantasiosa da adolescência da poeta {Emily} {Dickinson} o tem tudo: comédia efetiva, drama {resonante}, atores com carisma e uma grupo/ponta sonora que {encandila} e faz rir a base de anacronismo. Felizmente para todos os {dickheads} (assim se chamam seus fãs), Apple a renovou para uma segunda época antes do estreia da primeira.

‘{FLEABAG}’ (PRIME VÍDEO)

¿Fica algo por dizer desta favorita do público e a crítica e os prémios? Provavelmente não, mas {insistamos} com esta obra professora. Sua primeira época, se diga agora o que se diga, foi fundamental: uma grande comédia da {disfuncionalidad} com uma heroína atrevida e nada agradável, nem santa nem vítima. Mas, de acordo, a segunda era melhor. Aos inimigos correntes e {molientes} de {Fleabag} se unia uma ameaça superior: Deus.

‘{GLOW}’ (NETFLIX)

Já tardam Balões de Orellana / Orelhana e {Emmys} em propor-se premiar a {Alison} {Brie} por seu papel em {GLOW}, o duma candidato/candidata a atriz séria que acaba encontrando seu lugar e uma comunidade no paisagem mais inesperado: a luta livre feminina transmitida. As {Gorgeous} {Ladies} {Of} {Wrestling} do título levam várias épocas dando'ns momentos de grande comédia física e surrealista, mas, sobretudo, instantes inolvidáveis de empatia entre mulheres.

‘L: GERAÇÃO Q’ MOVISTAR SERIES)

L foi, em seu dia, uma série {rompedora}, sobretudo porque a televisão não costumava acolher apaixonado sexo lésbico. Mas não foi perfeita em questões de representação, algo que trata de melhorar seu {reboot} com essa maior/velho diversidade étnica ou de identidades sexuais e de género. O centro moral continua a ser {Bette} {Porter} ({Jennifer} {Beals}), perita em arte que aspira a ser a primeira mulher lesbiana em ocupar a presidência da câmara municipal de Los Ángeles.

‘A SENHORA {FLETCHER}’ ({HBO})

Em sua transferência à televisão da mão de seu próprio autor, {Tom} {Perrotta}, esta história de libertação sexual tardia perdeu componente satírico e ganho emoção e compreensão. «Uma das coisas que {Kathryn} [{Hahn}, a atriz protagonista] me deixou muito claras desde/a partir de o princípio foi que este não é um personagem cómico», dizia {Perrotta}. «E que seu desejo de encontrar outra forma de viver é muito séria».

‘{SEX} {EDUCATION}’ (NETFLIX)

Uma das cenas mais feministas e emotivas da televisão do ano 2020 acontece no sétimo episódio da segunda época da série {Sex} {education}, quando {Aimee} ({Aimee} {Lou} {Wood}), que se resiste a pegar/apanhar o autocarro desde/a partir de uma terrível experiência que teve de {manoseo}, consegue superar seu medo com um pouco/bocado de ajuda de suas amigas. É só/sozinho um entre os muitos momentos emotivos duma série que deveria ver-se e comentar-se em planeamento/planejamento: sua educação é sexual, afetiva e emotiva.

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