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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 20 de septembro de 2019

«Não sou de {arrepentirme}. Isso seria arrastar culpas»

MARISA DE DIOS epextremadura@elperiodico.com MADRID
08/08/2019

 

Hasta há/faz pouco mais de um ano, a Máximo {Huerta} ({Utiel}, Valência, 1971) se lhe conhecia por seus mais de duas décadas como apresentador de televisão, primeiro nos informativos de Canal 9 e Televisão 5 e, depois em O programa de Ana Rosa, bem como por sua faceta literária. Em Junho de 2018 foi nomeado ministro de Cultura e Desporto por Pedro Sánchez, cargo no qual durou sete dias ao revelar-se uma infração tributária.

—Perdoe, mas me resulta estranho chamarle Máximo e não {Màxim}, depois de/após mais de 20 anos nomeandole assim.

—Pois {llámame} {Màxim}, eu encantado. {Decidí} pôr meu nome como sempre esteve escrito/documento em meu {DNI} porque ninguém pronunciava bem {Màxim}. Mas vamos, quem saiba dizê-lo bem que me chame {Màxim}, nenhum problema.

—¿Que balanço faz do que leva em ‘A partir de hoje?

—Estou muito satisfeito e usufruindo-o muito.

—As reflexões que faz ao início de cada programa têm um toque muito literário...

—Era uma proposta que me parecia superinteressante. Fazer um jogo literário em televisão é um luxo e marca o tom do programa, no qual há pessoas falando, ouvindo, usufruindo duma conversa, rindo, comentando... {Resaltamos} o valor da palavra e da pessoas que ouve. Sem brigas, sem necessidade de polarizar e de enfrentar-se.

—As broncas e os gritos são algo que abunda na televisão de hoje em dia.

—Sim, e eu respeito esses outros ritmos televisivos porque tenho trabalhado neles. Mas acredito/acho que na televisão pública podes fazer programas com outra velocidade, com outro compasso e emoções.

—¿Teve muitas ofertas para voltar à pequeno ecrã?

—Felizmente tenho tido um monte e as agradeço todas. De Telemadrid, de produtoras, o dia antes de aceitar a de TVE-1 me chamaram de {Atresmedia}... Mas ou não encaixava no projeto ou, emocionalmente, não iam comigo.

—¿E porque é que sentiu que sim encaixava ‘A partir de hoje’?

—Me parecia atrativo ter a oportunidade de fazer outro tipo de televisão. O programa me o ofereceram da produtora Quatorze Comunicação e me disseram que ia a poder/conseguir falar, que ia ser como uma conversa na qual tratar-se-iam outro tipo de temas mais amáveis, como esses que te {quedas} olhando no jornal porque te surpreendem, e os nomes que {barajamos} para colaborar e como convidados me pareciam maravilhosos. Por isso diretamente disse que sim e depois foi TVE a que aceitou.

—Alguns disseram que sua contratação por TVE foi um prémio do Governo de Sánchez.

—Depois de/após 23 anos de profissão e tendo facto/feito um programa como Destinos de filme em TVE-1, me parece parvo justificar-me. Por dizer... ainda há pessoas que diz que a Terra é plana e que o homem não chegou à Lua. E também não {leo} todas as notícias nem ouço tudo o que dizem.

— Em seu estreia em ‘A partir de hoje’ falou de seu passo pelo ministério. ¿Porque é que quis começar assim?

—Porque me parecia que era um exercício de honestidade e de mãos abertas face ao espectador. Era mostrar o tom e dizer: ‘Sim, sou eu, o de tudo o anterior, e estou aqui depois de/após um tempo convulso, e {vuelvo} à televisão’. Dissimular me parecia absurdo.

—Esse dia disse que com esse episódio aprendeu muito mais de jornalismo que de política, que lhe trataram de forma diferente por vir da televisão.

—Me parece que é óbvio que há um olhar diferente até o jornalismo televisivo.

—Quando publicou o seu primeiro romance, ‘Que seja a última vez...’, também diriam que era o da televisão que tirava um livro.

—Sim, mas a outros que o fazem nunca se o dizem. Depende. O mundo está cheio de {filias} e de fobias. Como diz {Elvira} Lindo, nos {dividimos} entre acusadores e acusados. É algo que não me preocupa. Quando um leva já 13 livros e está perto de os 50, não se para nisso. Me {preocupo} da saúde de minha mãe, de minhas sobrinhas, de fazer um bom programa e de estar satisfeito.

—Um ano después do episódio do ministério. ¿Se {arrepiente} dalgumas decisões?

—Não, não sou muito de {arrepentirme}. Arrepender-se seria arrastar culpas e para que vais a prolongar o relógio. Não é necessário. O vivido, vivido está, os erros, os medidas certas...

—¿Desde então mira menos Twitter?

—O pus em seu lugar. O {borré} para estar livre e alheio aos gritos. E depois o {recuperé} para que não se perdesse o nome {@maximhuerta}. Mas o que vi é o peso que tem realmente. Num país com 47 milhões de habitantes, que tenha 600 criticando não me interessa. Me interessa a rua, o bar, a padaria, a farmácia... Me interessa as pessoas, a informação. Me {meto} nas páginas dos diários/jornais, {escucho} a rádio e acredito/acho que, no fim, não me interessam as opiniões de tantos, prefiro os factos/feitos.

—Tem escrito/documento 13 livros, mas diz que, como leitor, lhe duram 2 dias.

—Os {devoro}. Meu pai era camionista, um homem muito simples que, embora soubesse, não lia embora adorava oferecer-me livros. Queria que eu tivesse o que ele não teve. E minha mãe, um dona de casa que fazia os típicos arranjos de modista, sim que tem lido muito, e também me oferecia livros. Por isso sou um grande leitor desde pequeno.

—¿Também devora séries?

—Sim. {Acabo} de ver os seis capítulos da terceira época de Paquita Salas do puxão, tenho visto {Chernobil} e agora estava {mensajeándome} com os amigos falando da segunda época de The {crown}.

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