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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

«Não me preocupam as pressões em absoluto»

INÉS ÁLVAREZ
06/11/2019

 

—¿Ainda lhe daria vertigem dizer em voz alta: «Sou o substituidor de Jordi Évole em ‘Salvos’»?

—Não. Tenho tido tempo suficiente para irlo assimilando. E me {pilla} com uma idade. Além disso, ele nunca disse «{sustitúyeme}», mas: «Quero que coxas Salvos tu; se não, o {cierro}». Isso não é substituir. Isso é que te confie um filho um pedaço de pai como Jordi, o qual me põe qualquer coisa menos nervoso.

—Você já está {bregadito} neste tipo de jornalismo. De facto, já fez um master em ‘Caia quem caia’ e ‘O intermédio’…

—Sim. {Miro} para atrás e vejo que tenho tido muita sorte com os programas nos que tenho caído. Sobretudo, por ter tido tempo para aprender neles, porque em Caia quem caia foram três anos, recém chegado à televisão, com o que tenho aprendido a fazê-la com os melhores. Depois, passar nove anos em O intermédio é muito tempo para aprender a fazer jornalismo na televisão, a contar histórias... Tenho tido os melhores diretores possíveis que sabem muito de televisão, de narrativa audiovisual, de jornalismo... Não deixo de pensar que todos os passos que tenho ido dando até agora parece que estavam orientados a fazer Salvos. Este é meu primeiro trabalho como apresentador, e o que fiz como repórter me trouxe até aqui.

—¿Lhe deu algum conselho ‘{papá} Évole’?

—Se tem oferecido para o que queira, mas não me deu nenhum conselho. Me disse que cuide da equipa, embora se calhar fora melhor conselho que me cuide eu da equipa. A relação é muito mais de confiança como para ir dando'ns conselhos. Evidentemente, se algum dia necessito ter uma pista sobre/em relação a o trabalho, lhe {llamaré} e seguro que me a dará. Mas fez uma coisa que para mim é de bons pais: dar espaço, deixar fazer, estar pendente sem estar em cima… E isso se agradece. Já do primeiro programa me fez o melhor comentário, o que mais ilusão/motivação me podia fazer: «¡Tio, parece que {llevaras} toda a vida fazendo Salvos!».

—¿Não compreende nenhum outro tipo de jornalismo que não seja o comprometido, o de denúncia?

—Não. De jornalísmos há tantos tipos como de jornalistas, provavelmente, e como de histórias por contar. Agora, eu tenho tido a oportunidade e sorte de dedicar-me a este tipo, que adoro como consumidor e ao que lhe encontro um sentido como profissional. E, em cima, parece que não se me dá mau. Pelo que ¿para que renunciar a isto? Já {renuncié} ao jornalismo desportivo na rádio e o mesmo fiz com o programa O método {Gonzo} (Antena 3). Não funcionou a aposta principal, não me via qualificado nem preparado para fazê-lo e preferí deixá-lo. Mas este tipo de jornalismo não é o único que funciona e é útil, simplesmente é o que gosto. E enquanto me deixem seguir/continuar exercendo-o, não tenho medo para nada.

—Também não lhe tem medo às pressões.

—Não me preocupa em absoluto. Aqui a recompensa vem por outro lado: o carinho que {noto} muitas vezes na rua, o agradecimento... Pressões as há, mas estamos na Espanha do ano 2019 e não passam de chamadas de telefone… Com tudo o que facto/feito, não é para tê-lo medo.

—¿E como vê a {Andrea} Roupeiro, sua substituta em ‘O intermédio’?

—O programa tem ganho com ela. Eu, de facto, não tinha nenhuma dúvida. O primeiro dia que a vi com o de Lampedusa, como me disse Jordi a mim, parecia que levava toda a vida fazendo O intermédio. Quando {eres} boa jornalista e já {tienes} a experiência de estar diante de a câmara, se nota. Eu com {Andrea} o {noto}. E falo com ela –somos vizinhos/moradores– e a vejo tranquila. Está usufruindo.

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