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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 20 de septembro de 2019

«Me {cuestiono} mais como mãe que como jornalista»

MARISA DE DIOS epextremadura@elperiodico.com BARCELONA
18/08/2019

 

Finalizadas as épocas de O objetivo e ¿Onde {estabas} nessa altura?, Ana Pastor (Madrid, 1977) passa o verão disposta a aproveitar ao máximo o tempo com os seus filhos, isso sim, se a atualidade se o permite.

–Você lidera {Newtral}, uma empresa que, entre outras coisas, se encarrega de detetar as ‘{fake} {news}’ para companhias como Facebook. ¿Como o fazem?

–Temos de investir tempo e talento. Para o discurso político, nosso plantel/elenco de verificação está formado por 12 jornalistas que fazem uma ouve diária de entre quatro e seis horas de tudo o que dizem os políticos em entrevistas, conferências de imprensa, redes... Daí temos de distinguir o que é verdade ou mentira baseando'ns só/sozinho em dados, não em opiniões. Mas para além de política, há outros muitos outros temas que se {viralizan}.

–¿Se pode ser infalível?

–Ninguém o é. Mas os filtros que temos estabelecido, verificando coisas que se podem contrastar e não opiniões, fazem que a margem de erro se reduza. E quando não o temos claro, não somos categóricos e dizemos: «Te explicamos o que sabemos deste tema». Sempre me perguntam quem verifica ao verificador. Evidentemente, as pessoas, à que lhe damos os dados para que logo tire suas conclusões.

–Tornou-se numa das jornalistas de referência, o que também implica ser o foco de muitas críticas. ¿Como o vive?

–Sempre digo que temos de ter a pele de rinoceronte. O que peço é que se me julgue por meu trabalho. Não há uma estranha motivação detrás de cada palavra. Não acredito/acho nas teorias da conspiração, nem aplicadas a mim nem a ninguém. Medida certa e me {equivoco}, como todos, e se tenho um erro gosto que me o digam porque das críticas se aprende.

–¿Tem sofrido muitas vezes as pressões políticas em sua trajetória como jornalista?

–Muitas. Lembrança em TVE um político do PP ao que ia a entrevistar e, justo antes, me mandou uma mensagem advertindo'm de meu futuro se lhe perguntava de certos temas. Logo aconteceu o que toda a gente sabe, que saí de TVE. As pressões fazem parte da relação tóxica que, em muitos casos, os políticos entendem que têm que ter com os jornalistas. A chave é se te {dejas} vencer por elas ou não. Mas tenho a sorte de trabalhamos/trabalhámos em A Sexta e em {Newtral}, onde as pressões se param desde em cima.

–¿’O objetivo’ e ‘¿Onde {estabas} nessa altura?’ voltam à cadeia em setembro?

{SEnDEl} objetivo, sim, e agora começámos a filmar a terceira época de ¿Onde {estabas} nessa altura? em Barcelona.

–No passado ano, começaram a época com um programa ao vivo com 800 pessoas de público. ¿Repetirão a experiência?

–Cada ano {intentamos} inovar. Não {descarto} que o {repitamos}, mas o primeiro que temos de fazer é gravar a época.

–Começaram as emissões deste programa recordando 1977, chegaram ao 2000 e seguem/continuam falando de corrupção e escândalos económicos.

–Nalgumas coisas temos avançado e noutras temos recuado. Em política temos melhorado. Agora há mais demissões. Também no feminismo e a luta contra a violência de género.

–¿Em que temos ido para atrás?

–Claramente, no humor. Antes o anedota se entendia como comédia e como parte duma ficção, e agora parece que se têm confundido todas as linhas. Que alguém tenha que ir a declarar a um juízo por um anedota me parece uma barbaridade.

–¿Como passa o verão?

–Como todos os verões, pendente da atualidade.

–¿Nem em verão descansa você?

–O que não faço é desligar. Descansar, sim, e sobretudo quero estar mais com meus filhos, que têm já 8 e 17 anos. Sou uma mãe muito presente, mas sempre acredito/acho que posso sê-lo mais.

–¿Ana Pastor também sofre o síndrome de culpabilidade das mães trabalhadoras?

–¡Claro! No que mais me {cuestiono} não é em meu papel como jornalista, que também está muito presente, mas no de mãe. Até que ponto {aciertas} ou te {equivocas} em tuas decisões e conselhos. Isso me preocupa, porque no fim os filhos costumam ser um reflexo do que vêem, por isso eu trato de medir-me muito. Sou uma mãe muito exigente, às vezes me {pregunto} se demasiado.

–¿Com você ou com os seus filhos?

–Comigo, naturalmente, mas também com eles. Não {acepto} parvoíces em torno de quanto me apetece comer isto ou fazer isto outro. Sou um pouco/bocado Angela Merkel nesse sentido. Não gosto que {convirtamos} aos meninos em seres humanos brandos que não sabem aceitar as dificuldades. As dificuldades existem e temos de saber enfrentá-las, e pedir ajuda quando seja necessário.

–Com um marido jornalista como você, ¿em casa podem deixar de lado a atualidade?

–Não, mas não nos preocupa porque somos uma família muito apaixonada. Nossos filhos nos perguntam ou se informam. e até nos fazem {fact}-{checking} (verificação de factos/feitos) para comprovar que o que lhes {contamos} é assim ou não. E a mim me parece que isso é muito são.

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