Menú

El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 3 de abril de 2020

«Há muito que aprender da pessoas de povo/vila»

MARISA DE DIOS epextremadura@elperiodico.com MADRID
18/02/2020

 

Aunque Santi Millán é um autêntico urbanita, sempre se tem sentido atraído pela natureza. Uma paixão da que tem podido usufruir no rodagem de O povo/vila, a série que estreou Amazon e agora emite Televisão 5, na qual interpreta a Moncho, um {hippy} que se {lía} a cobertor à cabeça e monta uma ecoaldeia com seu casal/par, {Ruth} ({Ingrid} Rubio). O problema é que a localidade que acreditavam abandonada tem uns vizinhos/moradores do mais {peculiares}.

–A rodagem da série lhes obrigou a permanecer praticamente isolados durante quatro meses num povo/vila de Soria. ¿O usufruiu ou isso de não ter cobertura de telemóvel lhe gerou mais stress?

–Teve momentos para tudo. Sobretudo na primeira época, na qual não sabiamos muito bem onde {íbamos} e que passaria. Na segunda, que já temos filmado mas ainda não se tem emitido, melhorou o tema das comunicações.

–¿Que é o que mais {echó} de menos da cidade?

–A capacidade de tê-lo tudo a qualquer momento, de não ter que pensar nem organizar-me muito porque podes fazer qualquer coisa que se te aconteça. Ali {dependías} da equipa de produção e, se nalgum momento {querías} algo fora de o estipulado, tinham que procurá-lo ou {llevártelo} antes de ir. Eu me levei uma {neverita} com enchido, queijos...

–Em sua vida diária, ¿é organizado ou é também de improvisar?

–Chão ser organizado, mas a vida que levo não ajuda, porque nos mudam os planos de hoy para amanhã.

–O povo/vila é uma comédia, mas apresenta temas sérios como os despejos, a Espanha vazia, as crise pessoais, o stress, a ansiedade…

–O bom desta comédia é que não lhe falta verdade. O facto/feito de que te rias de algo não quer dizer que não tenha uma visão crítica da história, como nesta série.

–¿Tem vivido você alguma dessas crise que apresenta a série?

–Todos os que vivemos na cidade temos sofrido essa corrida/curso que não tem fim. Mas as pessoas acredita que no mundo rural não existe essa pressão e sim que a há, embora seja diferente. Como o personagem de Laura, que a têm despejado e pensa que no povo/vila, plantando uns pepinos, já o tem tudo facto/feito. E as coisas não são tão simples. O que temos de fazer é saber detetar que é o que te gosta e ir por isso. Mas as fórmulas não servem para toda a gente. {Intentamos} funcionar com paradigmas que têm imposto outros que, na maioria de casos, não encaixam porque todos somos diferentes.

–O dia do estreia, em Twitter se levaram uns quantos paus porque diziam que se riam da pessoas de povo/vila.

–Pois para mim, são os mais prontos/espertos do filme. Os que saem pior desempregados/parados são os urbanitas porque, se lhes {quitas} as comodidades, não são autossuficientes. Temos muito que aprender da pessoas de povo/vila.

–¿Se defenderia você?

–Tudo é pôr-se. A mim gosto muito o campo, as plantas, o horto… Mas não esqueçamos que é duro e complicado.

–¿Lhe veremos cedo com mais ‘{Got} {talent}’?

–Já abriu-se o {cásting} da sexta época. Não sei quando {grabaremos} as audições, suponho que depois de/após primavera.

–Na final da anterior época nos surpreendeu com um alegação ‘antibullying’. «A todos os que vos {dedicáis} a assediar a pessoas na internet: a tudo esse acosso, a toda essa violência, lhe digo que não nos {vais} a calar. Em ‘{Got} {talent}’ vamos seguir fazendo o que nos dê a ganha», disse, depois de/após que algum concorrente fora objeto de troças nas redes.

–O acosso é algo que sempre tem existido, sobretudo os {críos} éramos especialmente duros com essas coisas nas escolas. Agora, com as redes sociais, há muita gente que tem má ideia e quer fazer mal, mas há muitos outros que o fazem por diversão, por {echar} uns risos, sem dar-se conta do dano que podem fazer a outras pessoas. Temos que ser um pouco/bocado mais empáticos.

–¿Foi um discurso acordado com a equipa?

–Sim, era algo que tinhamos falado e no que estávamos todos de acordo.

As notícias mais...