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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 20 de septembro de 2019

As séries impulsionam o ‘turismo escuro’

O êxito de ‘O caso {Alcàsser}’ ou ‘Chernobyl’ estimula a visita aos lugares dos factos/feitos

EFE
14/08/2019

 

Chernobyl, {Alcácer} ou Puerto Hurraco não só/sozinho são cenários de séries e documentários mas também lugares turísticos para os que decidem passar suas férias em sítios marcados por mortes, catástrofes ou acontecimentos {macabros}, um turismo escuro que se tem visto impulsionado por estas produções de êxito, como O caso {Alcásser} ({Netflix}) ou {Chernobyl} ({HBO}).

Recriar o drama que vivem muitas pessoas na fronteira de EUA e México num tour experimental com atores disfarçados de polícias enquanto os turistas cruzam a fronteira à noite, visitar a gruta {Tham} {Luang}, onde ficaram apanhados doze meninos {tailandeses}, ou os cenários dos genocídios de Ruanda ou {Camboya} são alguns dos destinos do chamado turismo escuro. A rota {Helter} {Skelter}, que percorre em {Beverly} {Hills} os lugares dos crimes de Charles Manson e seus seguidores, ou os narco tours que em Medellín recordam a Pablo Escobar, tornaram-se também em destino turístico.

A palavra {tanatoturismo} é um {oxímoron} ou figura retórica que utiliza dois conceitos/pontos de significado oposto numa mesma expressão, neste caso, mistura o turismo concebido como uma atividade relacionada com «o prazer e o usufrua e a dor, o sofrimento e a morte», segundo explica Daniel Liviano, professor da {Universitat} {Oberta} de Catalunha ({UOC}) e estudioso do tema.

Este fenómeno é «muito antigo» porque ao ser humano «sempre lhe tem atraído a morte» e já na Inglaterra do século XVII se preparavam tours para ver execuções públicas com grande êxito de espectadores e, em França, as mortes por {guillotina} tinham inumeráveis seguidores. O grande boom experimentado pelo turismo no século XX levou a alguns operadores turísticos a explorar e rentabilizar o encanto do ser humano pela morte.

Longe de espantar aos turistas, a minisérie {Chernobyl}, o último êxito de {HBO}, tem incrementado o número de pessoas que visitam a cidade fantasma de {Prípiat} e a zona de exclusão estabelecida após o acidente da central nuclear, apesar de que a série narra o desastre acontecido ali, a péssima gestão da catástrofe e as consequências que se derivaram dela.

VISITAS A CHERNOBYL / As previsões para neste ano apontam a que uns 100.000 turistas visitarão Chernobyl, dobrando as cifras de 2017. Na internet se podem encontrar anúncios de excursões aos arredores da planta nuclear e que animam aos viajantes a ver os «devastadores efeitos que teve o acidente de Chernobyl nos aldeões», e outros que por 391,95 euros por pessoa propõem mergulhar na zona com um guia experimentado, um trouxe contra a irradiação e seu próprio contado {Geiger}, que permite medir a irradiação de um lugar.

A lista de destinos para este turismo escuro é interminável e também inclui, segundo Liviano, museus sobre/em relação a torturas, prisões, como a de {Alcatraz} em São Francisco, cemitérios ou lugares de catástrofes naturais como {Pompeya}. Em Espanha, também temos nossos destinos escuros como Puerto Hurraco (Badajoz), onde em 1990 umas desavenças familiares se receberam nove mortes, ou {Alcácer}, a população valenciana onde três adolescentes foram {macabramente} assassinadas em 1992. Este crime voltou a pôr-se de atualidade após o lançamento da série O caso {Alcàsser}, estreada pela plataforma {Netflix}.

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