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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 20 de septembro de 2019

As mães do porno

Cinco mulheres dirigem um filme X numa série documentário que estreia hoje Movistar {+}

REDACCIÓN epextremadura@elperiodico.com MADRID
02/08/2019

 

Años atrás, os adolescentes se iniciavam no sexo escondendo o Playboy debaixo de a cama, deixando's a vista com o filme porno de {Canal+} das sextas-feiras à noite ou tentando alugar uma fita para adultos num videoclube com a esperança de que o dependente não lhes pedissem o cartão. Agora, nada disso é necessário, já que qualquer que se conete a internet tem a seu alcance multidão de vídeos, mesmo os menores. Os últimos estudos afirmam que um em cada quatro jovens vê porno antes dos 13 anos, o primeiro acesso se adianta aos 8 anos e quase o 80% dos adolescentes reconhecem ver este tipo de vídeos.

{Movistar+} propõe hoje (no canal #0, 23.50 horas) uma reflexão sobre/em relação a a educação sexual dos jovens em Mães fazendo porno ({Mums} {make} {porn}), uma série documentário da cadeia britânica {Channel} 4 que apresenta um curioso experimento: que cinco mães produzam seu próprio filme para adultos com o objetivo de gerar um debate social e promover atitudes saudáveis até o sexo. Seria o tipo de filme porno que deixariam ver a seus filhos, algo que na verdade fazem, já que no último dos três episódios que compõem a série projetam o filme perante amigos, maridos e filhos.

PRIMEIRO IMPACTO // {Emma}, Sarah, {Jane}, {Anita} e Sarah Louise são cinco mães britânicas que, entre todas, somam 15 filhos com idades compreendidas entre os 6 e os 24 anos. Todas têm opiniões diferentes sobre/em relação a a pornografia: algumas negam ter-la visto nunca, enquanto outras reconhecem que o fazem regularmente e pensam que pode ser uma forma positiva e saudável de expressão sexual.

No entanto, todas ficam impactadas quando reúnem-se para descobrir os vídeos para adultos mais populares na rede, aos que se acede de maneira gratuita. O que mais lhes preocupa é que em muitas destas imagens se agride fisicamente a mulheres que adotam um papel submisso, o que lhes pode dar aos adolescentes uma visão irreal e tendenciosa do sexo. «Se meu filho alguma vez tratasse a uma jovem assim, lhe {patearía} o traseiro», exclama uma das mamãs.

«Necessitamos ensinar-lhe aos jovens que há mais que esta horrível merda que se pode ver na internet»; «A pornografia não representa às mulheres normais. Os atores e atrizes enganam aos jovens», declara outra das protagonistas no documentário, que gerou opiniões encontradas na imprensa britânica. Desde os que o riscavam de «ridiculez» aos que destacavam seu «esforço imaginário».

As mamãs deverão formar plantel/elenco para escrever o guião, escolher aos atores, gravar e editar um filme porno que reflita sua maneira de entender a sexualidade e que, ao mesmo tempo, seja um produto «consumível».

Nos três episódios da série documentário, as protagonistas experimentarão tudo tipo de emoções: desde situações incómodas a momentos inquietantes e divertidos, e inclusivamente uma delas se dará de baixa do projeto. No seu processo de documentação para converter-se em diretoras, visitarão vários estudos dedicados a este tipo de produções.

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