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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

«A violência e as {hostias} que saem em ‘{Hache}’ são verdadeiramente»

MARISA DE DIOS
02/12/2019

 

Prestes a despedir-se de seu personagem de Mateo em {Velvet} Coleção, que dirá adeus em {Movistar+} o 20 de Dezembro, a Javier Rey ({Noya}, A Corunha, 1980) se lhe acumula o estreitamente. Após {Hache} em {Netflix}, tem pendente de estreia o filme O verão que vivemos e roda a série Mentiras para Antena 3. Embora Rey tinha sobrada experiência televisiva graças a séries como {Hispania}, Isabel e {Bandolera}, seu papel de Situado {Miñanco} em {Fariña} supôs seu reconhecimento definitivo, que agora lhe está a dar mais papéis protagonistas. Como o de {Malpica}, o {capo} que controla o trânsito de heroína na Barcelona de 1960 que retrata {Hache} e que vê como seu domínio começa a {flojear} após a {desconcertante} chegada do personagem interpretado por {Adriana} {Ugarte}.

—’{Hache}’ é uma série de personagens complicados, como o seu.

—São personagens levados ao limite que parece que, em vez de comunicar-se, estão vomitando palavras.

—{Malpica} é um homem ambíguo. Por um lado é o chefe da droga e impõe respeito, mas por outro tem muitos pontos fracos, sobretudo no aspeto físico.

—É um tio que, pelo passado que lhe tem tocado viver, é autoritário e consegue a liderança, mas é hiperdébil no físico e o mental. O que passa é que, antes da chegada de {Hache}, não tinha tido tempo de {flaquear}. É um personagem muito complexo que subida compreender porque é que toma certas decisões embora eu tenho acabado compreendendole e, no fim, acaba sendo uma vítima de sim mesmo.

—¿Que é o que mais lhe exigia seu personagem?

—Uma das coisas que mais me gostava explorar é a contradição tão grande de um personagem tão extremamente poderoso e tão débil fisicamente, que por uma {cojera} da guerra tem um dor físico contínuo. Isso lhe dá uma profundidade muito {heavy}. Me atraía levar a outro plano algo que poderia destroçar a qualquer ser humano e inclusivamente dar-lhe força.

—Também tem sequências muito violentas.

—É uma série muito violenta no emocional e muitas vezes no físico, e estou muito orgulhoso porque todos estivemos ao retire. A violência que {mostramos} na série é muito real porque nós, como atores, também temos transitado por ela. Muitas vezes, no rodagem, se criaram situações muito tensas e isso demonstra o acordo/compromisso que temos tido com esta história. A violência que sai não é de {postureo}, pondo a câmara para captar um golpe impressionante, mas a câmara se molha, os atores se molham, o diretor se molha e, no fim, onde há uma {hostia}, é verdadeiramente.

—¿Não pensou que com este papel repetia o personagem de {capo} da droga como fez em ‘{Fariña}’?

—À diferênça de {Fariña}, onde era uma história real e isso condicionava a maneira de contar a série, aqui a heroína não é um personagem protagonista. É uma história de personagens que vão transformando porque sofrem situações limites, mas não somente são uns tipos que traficam com heroína. Pela sinopse, parece que sejam dois séries e dois personagens que se toquem, mas estão absolutamente diferenciados.

—¿Que supõe para si estriar-se numa plataforma como {Netflix}?

—É um momento fascinado pela liberdade criativa que supõe. Não sei se {Hache} tivesse tido cabida na televisão de faz 20 anos. E agora a fazemos não só/sozinho com um nível que não tem nada que invejar a ninguém, mas para além disso é uma série filmada em Barcelona que a podem ver em Tóquio e em Boston. Em Espanha sempre houve nível na hora de contar histórias e, de repente, têm vindo a dar-nos uma {palmadita} e a dizer-nos: {hacéis} coisas muito giras e agora as vai a ver toda a gente. Isso nos deu asas.

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