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«A vida de meu pai foi como a de um personagem de ficção»

 

«A vida de meu pai foi como a de um personagem de ficção» - JORDI COTRINA

SILVIA ALBERICH epextremadura@elperiodico.com MADRID
14/03/2020

La filha de {Félix} Rodríguez de la Fuente publicou {Félix}. Um homem na terra (Geoplaneta), que recolhe/expressa seu legado, aos 40 anos da sua morte, um 14 de Março.

–¿Que sente ao ver que o seu pai continua a ser tão especial?

–Que a sua mensagem foi muito importante em sua época e segue/continua sendolo, infelizmente.

–¿Infelizmente?

–Sim, porque não temos avançado muito nesse sentido. Temos melhorado, porque a consciencializa ambiental está mais estendida e pela primeira vez temos uma vicepresidência de Transição Ecológica, mas os reptos/objetivos estão aí. Continuamos tendo uma mentalidade muito {materialista} e {productivista} e uma relação de exploração com o meio. Este livro é de soma atualidade. Meu pai foi um visionário e continua a ser uma fonte de inspiração.

–Nasceu e morreu no mesmo dia, algo que partilha com outros personagens como {Ingrid} Bergman ou {Franklin} {Roosevelt}.

–Sim. La própria vida de meu pai foi muito curiosa, como a de um personagem de ficção. Tem tantas singularidades que parece que alguém se as tenha inventado.

–{Detálleme} alguma.

–Por exemplo, que não se escolarizou até os 10 anos e viveu uma infância livre e montaraz, como ele mesmo dizia. Estudou Medicina e se especializou em {Estomatología}, mas decidiu não exercer, tendo a vida assegurada como dentista, e ressuscitou a arte de falcoaria. Meu pai tornou-se graças a seus documentários em televisão em alguém muito popular. Tinha mais audiência ele que o futebol na Espanha dos 70.

–Você é a principal divulgadora de seu legado. ¿Que é o mais importante que nos deixou?

– As incontáveis pessoas às que dalguma maneira tocou com a sua mensagem, as vocações que despertou e como isso tornou-se numa onda expansiva, porque a sua mensagem e legado têm crescido com o tempo.

–¿Que conta no livro?

–Realmente, o livro é de meu pai. Eu tenho escrito/documento as introduções e marcado os eixos de seu carácter e sua visão, mas o 90% desta publicação é ele, suas reflexões, seus pensamentos… Tenho {revisitado} toda sua obra, tanto/golo a radiofónica como a televisiva e a editorial, bem como suas colaborações em meios, conversas e inclusivamente suas cartas, e tenho extraído seu espírito e seu carácter.

–¿Sobre/em relação a que problemas alertou?

–Já denunciou que estávamos ameaçando seriamente o equilíbrio entre o vivo e o inerte e que tudo o que lhe estamos fazendo ao meio natural nos ia a passar fatura, como assim foi. Meu pai falou de que a Humanidade seria capaz de conetar-se de forma instantânea e global no tempo e partilhar cultura e conhecimento, o que hoje em dia conhecemos como Internet. Também falou da cultura do engano e a manipulação e destacou a importância de formar-se em diferentes disciplinas para desenvolver um critério próprio.

–Apresentadores como {Frank} da {Jungla} e Jesús Calleja. ¿Têm algo em comum com o seu pai?

–Sim. Os dois som autênticos, som eles mesmos e tratam de difundir o que adoram. Os conheço pessoalmente e ambos me disseram que fazem o que fazem graças a meu pai.

–Ele chegou a conceber um mundo onde o ser humano viva em harmonia com a natureza e consigo mesmo. ¿É possível?

– Eu acredito/acho que sim. Sou humanista e {confío} cegamente no ser humano. Nos {reconciliaremos} com nossa própria essência. Acredito/acho que temos de tocar fundo verdadeiramente para reagir e dar-nos conta de que o único importante é a vida.