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‘{Star} {Trek}’, adeus à utopia

Prime Vídeo estreia hoy ‘{Picard}’, com o {Pulitzer} Michael Chabon como ‘{showrunner}’

 

{Evan} {Evagora} como {Elnor}. - {CBS} / {James} {Dimmock}

Isa Briones, como a jovem {Dahj}. - {CBS} / {James} {Dimmock}

JUAN MANUEL FREIRE
24/01/2020

«O que o mundo necessita agora é amor, doce amor», dizia uma canção composta por {Bacharach} & David em 1965, mas eternamente pertinente. O mundo necessita isso agora mesmo. E também a líderes capazes de representarlo: pessoas como Jean-Luc Picard, o capitão e depois almirante da saga {Star} {Trek}, tirado do retiro pela {CBS} para uma nova série que Prime Vídeo estreia hoy fora de Estados Unidos e {Canadá}.

{Star} {Trek}: Picard se poderá descobrir a razão de um episódio por semana e não mediante empanturramento de primeiro fim-de-semana. Esse estreia doseada permitirá que se gere uma conversa longa e sustentada à volta de uma produção de evidentemente alto orçamento, luxuosa a todos os níveis, com efeitos de nível cinematográfico e um vencedor do {Pulitzer} de ficção (o grande Michael Chabon) como {showrunner}.

Mas o principal gancho, ou o mais {publicitado}, desta sequela tardia de {Star} {Trek}: A nova geração é o regresso de Sir {Patrick} {Stewart} como o hábil diplomático do título, quase duas décadas depois de/após encarnarlo pela última vez em {Star} {Trek}: {Nemesis}.

Ao ator também conhecido como o Professor X de X-{Men} não lhe apetecia a ideia de ir correndo por aí vestido de uniforme, como se nos 18 anos desde/a partir de a ação de {Némesis} não tivesse passado nada. O que lhe interessava (e o que Chabon e seus colegas {cocreadores} propunham) era imaginar a um Picard mais crepuscular e uma galáxia acorde aos tempos que vivemos, muito longe de a sonhada por Gene {Roddenberry} nos 60.

Na atualidade da série, Picard vive como um ermitão no vinhedo familiar, o {Château} Picard (não confundir com o vinhedo real de igual nome de Bordéus). Dorme intranquilo, perseguido pela morte de seu amigo {androide} Data (Brent Spiner) e a destruição do planeta {Romulus}. «Desde que deixou a Frota Estelar, Picard vive com a culpa», nos explica {Stewart} num hotel {berlinés}. «Sobretudo, se sente culpado por não ter continuado com a evacuação de {Romulus} e não ter-se enfrentado à Federação daquele momento. Tão somente lhes disse que renunciaria se não seguiam/continuavam seus planos. E eles lhe disseram adeus, sem mais».

Apesar da deceção e a tristeza, Picard continua a ser Picard: caso contrário não se entregaria a uma última missão. O que mudou é o mundo ao seu redor. A Federação se voltou isolacionista, ao modo dos EUA de Trump e a Inglaterra del {brexit}. Mais que simples sequela de A nova geração, a série sabe a {mash}-{up} de diversos {treks}. Partilha {prota} com o {hit} dos 90, mas é mais escura, um pouco/bocado como {Voyager}, da que recupera a Sete de nove ({Jeri} {Ryan}), humana assimilada pelos {Borg}. E novos personagens como a jovem {Dahj} (Isa Briones) ou o {romulano} {Elnor} ({Evan} {Evagora}) chegam para, em princípio, ficar.